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Só se fala de outra coisa

por S. M. Hermes

Anteontem, famoso domingão, comecei a assistir Wild Wild Country. Talvez por ainda não ter visto a série, tinha a impressão de que ela havia sido lançada antes do ano passado, sei lá (risos). De fato não sabia nada sobre a historia do Bhagwan e dos Rajneesh, e ainda não sei muito — olhei uns dois episódios e meio até então. E mais uma vez, com a honra e glória, a capacidade humana de criar realidades que superam até as mais ousadas e insanas ficções nos serve uma refeição completa.

Quem não viu no Osho um vilão de um filme como Indiana Jones, ou 007?! O cara só usava umas roupas de ninja estilo Mortal Kombat, ficava uma cara sem falar nada, e dirigia 40 Rolls Royces diferentes pelo rolê. O resto é spolier. Mas o mais doido mesmo é que a galera em Rajneeshpuram não usavam drogas, imagina só, participar de todo esse teto não podendo dar se quer um tapinha na pantera. Fiquei triste pelos sannyasins, e como não ficar?

***

Mesmo não simpatizando com o Eduardo Bueno, tô lendo A Coroa, A Cruz e A Espada (2006). É o segundo livro dele que leio. Acredito que com esse tipo de leitura seja justo que eu releve opiniões pessoais, não sei, enfim. Conforme aprendemos mais afundo como se deu o açoite da Europa sob a América durante e após os “descobrimentos”, torna-se ainda mais claro o porquê da existência de vários problemas sociais que perduram até hoje.

Nada é por acaso, muito menos estruturas sociais visando a desigualdade e estabelecidas através dos séculos — e isso é fato constatado. A humanidade tem dessas, as vezes ela nos alegra, as vezes ela nos entristece, mas toda vez é uma surpresa nova. E não são poucas as peculiaridades possíveis de se observar na selva de pedra e seus bilhões de habitantes.

***

Quando me pego acreditando que tenho trabalhado demais, ou que tenho tido tempo de menos, logo lembro dos camaradas que já se aventuram pela intensa experiência que a paternidade deve ser — julgo eu que deve. Como diria o velho drogado, “O tempo é relativo”, tudo depende do nosso parâmetro de medida. Imaginem esse parâmetro ser um filhote humano em desenvolvimento e sob sua responsabilidade, no mínimo intenso, não?!

Plantar Cannabis é outra experiência interessante nesse quesito. Torna-se possível sentir o tempo conforme o ciclo natural em que a semente se desenvolve. Faz um mês e meio desde que comecei as atividades pra uma nova safra (minha segunda) de camarões homemade. Comprei umas sementes que, pra minha total tristeza, não deram em nada. No fim das contas, foram duas sementes de prensado que acabaram brotando e tem crescido bem. Oremos!

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