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A Temida e Esperada Conversa! [CaosInCasa 210#]

caosTenho 26 anos, fumo desde meus 18 anos, sou Músico Multi-Instrumentista, Arranjador e Produtor Musical. A maconha é essencial em minha vida pois me dá muita calma para pensar em minhas decisões e principalmente inspiração para criar meus arranjos e até na execução musical (certamente a expressão cigarro de artista me serve perfeitamente rsrs).

Sou uma pessoa que sempre busca informações sobre tudo o que eu faço ou não e confesso que na minha adolescência eu tinha um certo preconceito com a maconha, pelo que via na TV, pelo que meus pais falavam sobre e porque não tínhamos a facilidade de acessar as informações que temos hoje em dia. Acontece que lendo sobre, vendo alguns documentários e informações fiquei muito decepcionado por saber que fui enganado por tantos anos.

Depois de resolver experimentar por vontade própria e sem a influência de ninguém como todos os pais acham que acontece, abri minha cabeça para o uso da mesma e desde então, percebi que tínhamos que chamar de droga o álcool, o tabaco, e principalmente as drogas vendidas nas “drogarias”.

Enfim, venho fazendo o uso da cannabis dessa época para cá, sempre tomei bastante cuidado com o preconceito que meus pais tinham, porém, ao ficar mais velho, você vai querendo que seus pais descubram para abrir o jogo logo e não ficar escondendo nada de ninguém, afinal, qual o crime em fumar, vaporizador ou ingerir uma erva que só traz paz a sociedade?

Há dois anos venho percebendo que meus pais reclamam entre eles do cheiro em meu carro. Porém, sempre dei a desculpa que era cheiro de cigarro, pois meus instrumentos sempre cheiram por a maioria das pessoas fumaram nos lugares onde eu toco.

No dia 14/02/2013 quinta-feira passada estava tomando banho e minha mãe entrou em meu quarto perguntando se eu tinha uma extensão para ela passar roupa. Tenho uma mochila que carrego com cabos e extensões, e mesmo dizendo que já estava saindo do banho para pegar a extensão ela decidiu fazer isso por contra própria. Lá havia 5g de maconha, um pipe, duas caixinhas de seda, um vaporizador, alguns isqueiros…enfim, o arsenal todo.

Ao sair do banho me deparo com aquele ziper secreto aberto, e ela me perguntando: “O que é isso dentro desse ziper?”. Querendo “sair do armário” há muito tempo resolvi abrir o jogo e falei que eu fumava maconha a algum tempo. Acredito que como todas as mães a primeira reação dela foi chorar muito, dizer que não queria isso para o filho dela, que meu pai estava alertando ela a algum tempo do cheiro no carro mas que ela nunca imaginaria que realmente fosse eu que fumava dentro do carro, já que nunca fumei cigarro na minha vida. Depois de acalma-la, eu consegui falar e expor o meu lado da história, defender os meus princípios, fazer um breve resumo da maioria dos mitos que a mídia mostra sobre a maconha, mostrar que não sou um viciado e que não preciso de tratamento (talvez o maior medo das pessoas que tem os pais muito rígidos nesse assunto), e que a cerveja que eventualmente ela toma assistindo a novela é mais nociva que a minha maconha.

Vejo muita gente comentando os post’s e falam coisas do tipo “Quem me dera se meus pais fossem assim”… Acreditem, eu já comentei coisas desse tipo nos posts do Hempadão e falo para vocês: parece que tirei um caminhão das minhas costas, estou muito mais aliviado depois da descoberta. Para provar que não era viciado prometi ficar sem fumar até o dia combinado para assistir dois documentários sobre a maconha. Hoje é dia 26/02/2013, fumava a média de 10 baseados por semana e estou sem fumar desde o acontecimento, provando que a maconha não causa dependência (Psicológica pode ser, porém, comida, refrigerante, entre qualquer outra coisa também).

Amanhã vamos assistir o “Cortina de Fumaça”, que na minha opinião é um dos mais completos para se mostrar para os pais, pois fala diretamente sobre o assunto e comenta mesmo que superficialmente sobre a política de drogas absurdamente falha do nosso país (o que não é o foco principal, mas os pais também não tem quase noção).

Sempre trabalhei de dia e de noite para conquistar minhas vitórias, sou noivo, responsável, comprei meu carro, instrumentos, estudei música, pago várias contas aqui em casa e sempre fumando um no meio da ganja sempre esteve do meu lado. Infelizmente a mídia não mostra que pessoas influentes (, médicos, cientistas, grandes pensadores) podem ser usuários da cannabis. O que passa na TV é o estereótipo do vagabundo que não cuida da própria vida.

Vamos abrir o olho da sociedade e entrar nessa guerra exatamente com o que a Cannabis nos proporciona: A PAZ!!!

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