Reformulação da Coluna Portas da Percepção

Portas da Percepção

hempadao 11 janeiro, 2018

No dia 09 de setembro de 2010 foi publicado o primeiro texto da coluna Portas da Percepção. Eu já pesquisava o tema das substâncias psicodélicas há anos e entre os anos de 2009 e dezembro de 2011 publiquei um blog chamado Enteogenico (www.enteogenico.blogspot.com). Foi na organização da Marcha da Maconha do Rio de Janeiro, que no ano de 2010 conheci o Cadu, criador do Hempadão, e o Joãozinho. Na época, o Hempadão tinha cerca de 1 ano e meio de vida e, embora bastante jovem, já era bastante conhecido no meio canábico. Eu era um fã do site e inclusive havia inserido informações sobre o Hempadão na monografia que escrevia à época, para conclusão da especialização em saúde mental na Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz[1]. Em pouco tempo começamos a trocar altas ideias sobre uma coluna sobre psicodélicos no Hempadão e nos seus possíveis nomes. Se não me engano então o Cadu sugeriu Portas da Percepção. Um nome clássico, remetendo diretamente a Aldous Huxley, mas também ao William Blake. É! Curti!

Apesar desta troca de ideias inicial com o Cadu, não se pode dizer que a coluna tenha sido feita apenas por duas mãos. Várias pessoas já participaram das aberturas das Portas da Percepção: a Elidia Marins; o Jean Lefevre; a Catiusia Gabriel; o Jean Lefebvre; o Filipe Puga; a Thalita Vieira e o Gabriel Vilella.

Finalmente, gostaria de coloca-los a par das mudanças na coluna. Há muito tempo tenho tido dificuldades de manter aquilo que foi acho fundamental: uma coluna de qualidade sobre psicodélicos e política de drogas com uma periodicidade semanal. Por isso, para garantir esta potência do Portas enquanto referência no debate sobre psicodélicos, não apenas como arquivo, mas enquanto espaço vivo de debate e produção, resolvi convidar mais pessoas para esta jornada. Organizamos um time de colunistas que terão semanas específicas do mês para publicar neste espaço. A partir de agora faço uma breve apresentação sobre cada um:

Márcio Roberto Oliveira Júnior: um dos membros fundadores da Associação Psicodélica do Brasil. O Márcio é economista de formação e tem um grande acumulo no debate sobre política de drogas.

Vanusa Maria Bispo: professora de neuropsicofarmacologia na UDESC de Florianópolis. É editora do Pscience blog (http://pscienceblog.blogspot.com.br/) e uma das editoras da página Redução de Danos do Facebook.

Luiz Henrique S. Brandão: Historiador, mestrando em história e engajado na temática dos psicodélicos e história das drogas.

Com isso não pretendo reduzir o espaço de cada um se apresentar em seus textos ou indicar que publicarão apenas neste ou em outro tema. Apenas aproximá-los de cada um dos leitores ocasionais ou constantes desta coluna do Hempadão e dizer: sejam bem vindos!


[1] – Para quem se interessar a monografia se chama: “Medicalização, criminalização e resistências:



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