Fogo consome lucro da maconha na Califórnia

Clipadão

hempadao 8 dezembro, 2017

LOS ANGELES, EUA – Muitos plantadores de maconha no norte da Califórnia, a maior fornecedora da droga nos Estados Unidos, esperavam ter sua maior colheita este ano, especialmente depois de o Estado aprovar o uso recreacional da erva, em janeiro.

No entanto, os incêndios de outubro se espalharam rapidamente, matando 43 pessoas e queimando mais da metade da área de cultivo, chamada de “Triângulo Esmeralda”. Agora, os incêndios que começaram esta semana devem transformar em cinzas não apenas as plantações de maconha, mas também o dinheiro obtido com a venda dela.

Fonte: Estadão

A explicação é simples. Apesar de 29 Estados americanos permitirem a venda da maconha para uso medicinal (alguns também recreacional), as leis federais ainda a classificam a erva como uma droga da mesma classe da heroína. Por isso, as empresas que lidam com o processamento da maconha podem ser processadas por lavagem de dinheiro.

Ned Fussell, da CannaCraft, que fabrica produtos com base na maconha, disse que a maioria das empresas tenta abrir contas em bancos com identidades falsas. Mas muitos bancos acabam descobrindo. Por isso, os negócios são feitos quase que exclusivamente em dinheiro. Em meio à retirada de emergência, após a aproximação das chamas, muitos empresários da droga fugiram das chamas deixando seus dólares escondidos em suas propriedades.

Chiah Rodriques, da Mendocino Generations, uma consultoria genética da Cannabis, conhece mais de dez pessoas que perderam todo o seu dinheiro, uma delas teve US$ 250 mil “torrados” pelo fogo.

Cheryl Dumont, da cooperativa de produção de Cannabis do condado de Mendocino, disse que pelo menos 20 compartimentos com drogas e dinheiro foram enterrados por membros ou vizinhos, mas apenas um estava fundo o suficiente para escapar do calor. O ouro e a prata que ela enterrou estavam derretidos.

As chamas não são o único risco, pois o dinheiro também é alvo de ladrões. O seguro é outro problema. Os plantadores não podem adquirir o seguro federal para cultivos e as seguradoras privadas rejeitam o negócio com medo de punições. Algumas passaram a dar cobertura para o cultivo em ambientes fechados, mas os preços são altos demais. / THE ECONOMIST



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