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Se eu quiser fumar, eu fumo

Dizem por aí que coisa alguma acontece por acaso. Aliás, que o próprio acaso é algo irreal — mesmo que nós ainda não sejamos capazes de compreender o desencadeamento de certos acontecimentos, não deixa de ser verdade que tudo está conectado.

A compreensão do tempo de forma linear cumpre o papel de limitador da nossa visão macro em relação ao funcionamento do universo. A ascensão da humanidade e a construção da sociedade, até o presente momento, nos trouxe a mais imprescindível encruzilhada relativa ao nosso futuro.

por S. M. Hermes

Desde muito, nossa espécie faz uso de Cannabis. Tanto como medicina ou com fins religiosos, por exemplo: pra entrar em contato com entidades presentes em culturas tribais e buscar a elevação do espírito. Atualmente o uso da verdinha abrange uma enorme gama de possibilidades, sendo o recreativo um dos mais difundidos — just saying (risos).

“Quando eu tinha uns vinte e cinco anos, a psicologia evolucionista começou a reafirmar o conceito de uma natureza essencial, derivada da herança genética comum, independente de tempo e lugar.” – Ian McEwan, em Máquinas como eu (2019).

Cannabis enquanto remédio

De acordo com reportagem do G1, uma determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, autoriza a produção de medicamentos à base de Cannabis no Brasil a partir do dia 7 de março desse ano. Essa regulamentação ainda mantém proibido o plantio, sendo considerado crime pela legislação brasileira.

O médico generalista, Yuri Pedro Bento Barbosa, diretor-conselheiro da Sociedade Brasileira de Estudos para Cannabis explica o THC — principal substância psicoativa encontrada na planta: “Ela é psicoativa, ou seja, ela altera as funções cerebrais e euforizantes. É substância que sempre houve um processo de demonização por questões culturais, filosóficas, religiosas, raciais e hoje a gente percebe que tem uma finalidade terapêutica muito grande e que precisa ser explorada”, diz.

Aaron Hernandez e a Cannabis

O ex-jogador de futebol americano, Aaron Hernandez, falecido em 2017, teve sua história relatada no documentário A Mente do Assassino, que estreou em janeiro desse 2020. Na série, é mostrado que Hernandez era um ávido consumidor de Cannabis, inclusive fazendo uso enquanto jogador da NFL — que é a principal liga profissional de futebol americano nos Estados Unidos.

Até mesmo sua contratação pelo New England Patriots em 2010, quando assinou um contrato de 40 milhões de dólares, foi conturbada devido ao resultado positivo para Cannabis durante um exame antidoping. E conforme reportagem da VICE, a forma com que abordaram o tema foi um tanto sensacionalista, sendo trazido pra uma posição de destaque inadequada.

Fontes:

https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2020/01/28/regulamentacao-de-remedio-a-base-de-cannabis-no-brasil-deve-reduzir-gasto-de-pacientes-moradora-de-poa-paga-r-14-mil-por-ano.ghtml

https://www.vice.com/en_ca/article/4ag3nj/netflixs-aaron-hernandez-doc-makes-weed-a-villain

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