Psicodélicos e redução de danos na roda no Rio de Janeiro

Portas da Percepção

hempadao 20 setembro, 2018

por Fernando Beserra

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No Rio de Janeiro o debate sobre psicodélicos está rolando pesado e agora durante o período eleitoral não poderia deixar de ocorrer. No dia 25 de setembro de 2018, às 19 horas, vai rolar o debate: “Psicodélicos e redução de danos na roda” no Comitê da candidata a deputada federal, Luciana Boiteux. O debate terá a presença do delegado e candidato a deputado estadual, Orlando Zaccone, além dos integrantes da Associação Psicodélica do Brasil (APB), Fernando Beserra (este que vos escreve), Júlia Castro (coordena o Projeto Brisa de redução de danos em contexto de festa da APB) e Sandro Rodrigues (doutor em psicologia e coordenador da equipe clínica da APB).

O evento será uma oportunidade única para conversarmos sobre redução de danos e psicodélicos; além de debater o tema psicodélicos e política de drogas. No Rio de Janeiro, desde 2014 a Marcha da Maconha conta com uma Ala Psicodélica que tem defendido uma mudança estratégica no debate, isto é, que não se deve caminhar para a legalização da maconha abandonando, concomitantemente, o debate sobre a legalização de outras drogas, dentre as quais as substâncias psicodélicas. A mudança da opinião pública sobre a maconha não anda lado a lado com a opinião acerca do LSD ou do MDMA, por exemplo, e apenas fomentando este debate na sociedade que poderemos reverter o estigma e repensar nossa política de drogas, construindo um antiproibicionismo cada vez mais amplo e consistente.

No campo do consumo dos psicodélicos sintéticos há uma situação grave, em termos de saúde pública, que se refere a adulteração de distintas substâncias. Os resultados como mortes e overdoses tem sido objeto de debate no movimento psiconautico e psicodélico, além de tema de preocupação dos usuários e mesmo de alguns produtores de festas cuidadosos. Ações de grande importância, como as testagens de drogas, tem se aliado nas festas a ações de compartilhamento de informações e fornecimento de suporte psicológico aos frequentadores de algumas festas no Brasil e no mundo. Algumas matérias mostram bem estes cenários, como recente reportagem da New York Times em espanhol (LINK1), além da antiga reportagem da VICE Brasil (LINK2).

Portanto, é importante que participemos e divulguemos iniciativas como esta, pois não são simples ou triviais. Interessados no tema sabem bem a dificuldade que temos de criar espaços para realizar este debate. Convidem as(os) amigas(os) e chega mais!

LINK 1 = https://www.nytimes.com/es/2018/09/14/testeo-drogas-adulteradas-duque/?rref=collection%2Fsectioncollection%2Fnyt-es&action=click&contentCollection=guillermo-garat&region=stream&module=stream_unit&version=latest&contentPlacement=1&pgtype=undefined

LINK 2 = https://www.vice.com/pt_br/article/jpyxyx/jovens-brasileiros-tomam-drogas-desconhecidas



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