Home Lugares Canadá Projeto piloto adere ao blockchain para rastrear maconha medicinal

Projeto piloto adere ao blockchain para rastrear maconha medicinal

Uma das maiores redes de farmácias do Canadá é parceira da TruTrace, que desenvolveu uma plataforma específica para rastrear maconha medicinal

O uso da tecnologia blockchain com finalidades diversas por um amplo leque de setores e cadeias produtivas apresenta mais um interessante case, no Canadá. A Shoppers Drug Mart, uma das maiores redes de farmácias do país, com por volta de 1300 unidades, está participando de um projeto piloto que usa o suporte da tecnologia blockchain para rastrear maconha medicinal, identificando, rastreando e verificando a origem e a genética da cannabis usada para fins medicinais.

Fonte: Webitcoin

O desenvolvimento tecnológico da iniciativa conta com a parceria da TruTrace Technologies Inc, empresa responsável pelo desenvolvimento de uma plataforma blockchain específica  para registro e verificação de propriedade intelectual da cannabis. A ferramenta fornecida pela player de tecnologia oferece testes obrigatórios, validação de produtos com base em DNA e soluções de proteção de propriedade intelectual.

Um salto para o uso

A ideia é aumentar a credibilidade e o alcance dos tratamentos que utilizam a maconha medicinal, que são totalmente legais no Canadá, desde 2001, mas ainda pouco utilizados. Em matéria publicada pelo portal The Star, o vice-presidente de desenvolvimento e iniciativas de negócios farmacêuticos da Shoppers, atribui a baixa adesão à falta de  dados e informações precisas sobre medicamentos à base de cannabis, que tragam segurança aos médicos e potencilalizem a indústria.

A visão do representante da rede farmacêutica que está aderindo ao piloto de implantação da plataforma de rastreamento é compartilhada pelo diretor executivo da TruTrace. “Atualmente, há ceticismo do setor médico e estamos tentando ajudar a violar isso. Tudo se resume a informações. Informação é poder, dados são poder. Francamente, os médicos precisam de mais informações e mais dados sobre os medicamentos em que estão prescrevendo aos seus pacientes.”, afirmou Robert Galarza, em entrevista concedida durante a recente edição do World Cannabis Congress.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Ultimos posts

De saúde ao mundo dos negócios, a maconha é uma fábrica de notícias

Falamos da cannabis abordando diferentes aspectos: saúde, economia, segurança pública, cultura, história, esportes… por João Henriques / Ilustração: Felipe Navarro Antes de começar a leitura deste...

Nelson Motta revela que fuma maconha todos os dias há 55 anos

Jornalista, que está com 74 anos, falou com naturalidade sobre seu hábito diário de consumir cannabis e ainda atestou: "Tenho uma memória incrível" Sem tabus...

Governo age para brecar liberação da maconha medicinal

Projeto de Lei que regulamenta venda de remédios e uso está parado na Câmara, enquanto Anvisa adiou votação de regulamentação do plantio revista para esta...

Pesquisadora defende regulamentação da Cannabis Medicinal: ‘Temos de saber o que o paciente está tomando’

Akemi alerta para o risco do uso do medicamento sem orientação Na próxima terça-feira, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) julgar se regulamenta...

Pedidos para maconha medicinal triplicam nos tribunais mineiros

O uso da maconha medicinal no tratamento de epilepsias, esclerose múltipla, dor neuropática e paralisia cerebral tem ganhado cada vez  mais força em Minas....