Índios e Fumaça: Uma História Milenar!

Chapa2

hempadao 19 abril, 2016

Você sabia que o índio americano que ensinou o europeu a fumar? É sério… a primeira plantação que se tem registro do tabaco é de 8 mil anos atrás, no Peru. Em toda américa os índios fumavam e faziam outros usos da planta, como mascar, inalar, baforar em forma de rito médico-religioso e até como supositório. Hoje é dia do Índio e o Hempadão preparou um material interessante sobre a história da fumaça na América, veja só:

Havia no norte da américa o uso tribal, fumando-se o cachimbo antes das batalhas e também depois… o cachimbo da paz! E por lá, assim como por todo cone sul, o tabaco era usado por mero prazer, hábito e sensações de “energia e alerta” que a substância proporcionaria.

A palavra tabaco deriva de “dattukupa”, que no linguajar do dialeto indígena significava “nós estamos fumando”. Pro europeu aquilo era o nome da planta e assim ficou. Rapidamente a planta fez sucesso na Europa como recreação e medicina. Então o médico e diplomata Jean Nicot enviou sementes à rainha francesa Catarina de Médici e, em homenagem ao gesto nobre, a planta acabou batizada cientificamente de Nicotina tabacum. Quer dizer, o nome que os índios chamavam a planta que se popularizou pelo globo inteiro… já não se sabe mais qual era.

A Dani Suzuki teve a sorte e oportunidade de fumar tabaco com os índios Xingú. Um verdadeiro patrimônio da humanidade, que se você parar bem pra pensar, tem tudo a ver com a nossa cultura de fazer fumaça, veja só:

Essa evidentemente não é a única vertente indígena a fazer uso. Entre os Kaiapós do norte do Brasil o curso de formação da pajelância se dá através do tabaco. Após muita fumaça e contato com os “espíritos”, um belo dia o pretendente acorda em uma espécie de sonho lúcido tocando seu chocalho pela aldeia, pronto, virou Pajé.

No Brasil o hábito de usar maconha chegou com as caravelas, mas os indígenas sabiam cultivar nessa terra há milhares de anos e rapidamente aprenderam o poder da cannabis. A prova definitiva disso é o nome dos cigarros vendidos comercialmente nas farmácias, com formulário médico de 1888 dizendo: “Contra a bronchite chronica das crianças (…) fumam-se (cigarrilhas Grimault) na asthma, na tísica laryngea, e em todas (…)”, e assim permaneceu, sendo citada em compêndios médicos até 1930, por Araújo e Lucas, que enumeram propriedades terapêuticas do extrato líquido da maconha:

“Hypnotico e sedativo de acção variada, já conhecido de Dioscórides e de Plínio, o seu emprego requer cautela, cujo resultado será o bom proveito da valiosa preparação como calmante e anti-spasmódico; a sua má administração dá às vezes em resultados, franco delírio e allucinações. É empregado nas dyspepsias (…), no cancro e úlcera gástrica (…) na insomnia, nevralgias, nas perturbações mentais … dysenteria chronica, asthma, etc.”

E qual era o nome popular das cigarrilhas Grimault? Com direito a propaganda e tudo, da época:

É claro que hoje em dia não são todas as tribos que fazem uso de maconha. Pra umas a lógica da droga comercial simplesmente atrapalhou a vida nas aldeias, mas isso também não é consenso:

Nos EUA, por exemplo, a notícia já é mais otimista. Os índios americanos viraram empreendedores e inovaram abrindo o primeiro “resort da maconha”. E não me venha com essa de que “índio empreendendo não é índio”, pois com a modernidade a etnia indígena pode escolher entre a natureza ou a socialização e, no caso do segundo, porque não terem direito a trabalho, educação, dinheiro, cultura, informação e lazer?

Afinal de contas, se vier com o papo de que se ele vestir calça jeans vira “homem branco”, então cuidado. Após ler isso tudo, o que pode acontecer com você se fumar um cachimbo da paz? Vira índio?!

 

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4 respostas para “Índios e Fumaça: Uma História Milenar!”

  1. It’s really a cool and helpful piece of info. I’m glad that you simply shared this useful information with us.
    Please keep us up to date like this. Thank you
    for sharing.

  2. Avatar g rsacwgxy disse:

    Stunning story there. What occurred after? Good luck!

  3. Avatar Corretor do Atencionista disse:

    Meu amigo Atenção, foi só um jeito de se expressar. É claro que o autor tem a ciência da dificuldade de se tornar um Pajé. Não houve desrespeito em momento algum, a matéria está ótima e o próprio escritor ainda defendeu os índios contra expressões populares no fim do texto. Sua interpretação está ruim, meu caro e eu espero que em 2020 ela tenha evoluído junto com o seu espírito.

    Paz.

  4. Avatar Atenção disse:

    A formação de pajé, não é só fumar e entrar em contato com espíritos com aspas. Nem de um dia pro outro, pronto, virou pajé… Respeitem a cultura índigena como um todo.

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