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Música mexicana sobre Maconha: Corridos Verdes

Oito músicas do México que enaltecem a cultura da Maconha

Um sub-gênero musical voltado exclusivamente para a Cannabis

Talvez você nunca tenha ouvido falar, mas existe um gênero musical chamado “corrido”. É um estilo oriundo do México, datado do século XVIII. O corrido é conhecido por abordar temas políticos e históricos, pondo no verso informação sobre movimentos sociais assim como seus históricos de vitórias e derrotas nas revolução.

Apesar de maior sucesso em seu país de origem, a moda dos “Green Corridos”, ou Corridos Verdes, invadiu os EUA. Lá, onde a população latina e mexicana é grande, muitos festivais ou copas canábicas estão recebendo bandas desse estilo e lotando as frentes do palco com gente queimando erva, ao invés de enchendo a cara.

Alex Guerra, vocalista da banda Legado 7

“Costumava ser tudo sobre o álcool”, lembra Alex Guerra, vocalista da banda Legado 7, “mas em vez de beber, as pessoas começaram a trazer maconha, fumando em frente ao palco. É o que você sempre vê nos eventos do High Times, Kushstock, todos esses festivais. Mas essa era uma multidão mexicana”, disse à High Times.

Vendo esse filão, a Legado 7 fez um banda especializada em corridos verdes, focando 100% da sua produção no gênero. O grande hit, até hoje, é El Afro, uma canção que, segundo o autor, é dedicada “não a um mafioso (como era comum nos narco-corridos), mas sim para um drogado”, ou melhor dizendo, um usuário.

O vídeo clipe já começa com uma bela bongada. Parece regional e meio sertanejo – e é! Mas é enfumaçado demais e já passou de 58 milhões de views no YouTubs, assista:

Quero andar às 420

Mas é claro que a essa altura você já deve ter imaginado que eles não são a única banda a navegar pelo hype da erva no gênero corrido.

A onda está correndo pelo México… será que uma hora chega ao Brasil? O Som de Ely Quintero não deixa nenhuma dúvida, é bem explanado e social, embalando o uso coletivo entre as amigas. Uma pérola perdida na web: Quiero Andar al 420!!

Fumo tranquilizante

A banda Hijos de Leyva apostou em falar sobre o estilo de vida mexicana, entre fumaça tranquilizante e rolés de carro ou cavalo. Hehe

Vendo assim gera certo estranhamento, mas a verdade é que, mais uma vez, a temática canábica está explícita. Em um ano ganhou mais de 600 mil plays, provando que o negócio faz sucesso, de fato:

Ervinha para Relaxar

Esse tem um clipe muito engraçado, com participação de traficantes (ou políticos) do México, Colômbia e EUA. Alegre e apaixonado pela erva, essa é mais uma excelente versão de corrido verde.

A banda é Los de la Era e a produção é deste ano, do álbum “Una Nueva Era Comieza”. O mano amassa na viola:

420/24/7

Precisa explicar? A banda Golpe Sirreño junto com o Ultra Sirreño fez esse corrido que ilustra a rotina de muitos usuários por aí: fazer a sessão canábica o tempo todo, 24 horas, 7 dias por dias.

É legal ver a explanação, a viagem, o estilo, a pegada, o instrumental e imaginar a brisa da galera ouvindo isso aí fumando la mota mexicana. Mano… que brisa:

Uma Ampola?

Você pode não virar fã do estilo, mas tem que reconhecer que isso é vanguarda demais! Ainda mais se imaginar que o gênero que mais faz sucesso e vende festivais no Brasil é justamente o sertanejo. Mas quando será que veremos essa manifestação tão arraigada como nesses versos e cenas de clipe, por aqui?

O Grupo Recluta não teve vergonha de fazer fumaça em frente as câmeras. Economizaram em locações e investiram em ervas e blunts. Se liga:

A do Blunt de Maconha

Por falar em blunt, uma matéria sobre corridos canábicos não estaria completa sem o clássico “El del Blunt de Mota”, que começa dizendo “com um blunt de maconha, indica eu gosto, para relaxar a cabeça”.

Para melhorar a bela composição da letra, o clipe foi gravado ao vivo com a galera quebrando tudo no instrumental!! Pra lá de 11 milhões de views… tá bom ou quer mais? Que doidera…

Rap Corrido

Se você virou fã do estilo corrido. Tem AQUI um CD completo com músicas do gênero. Ideal para quem vai pegar uma pick-up lotada de fumo e percorrer as veias abertas da América latina.

Agora se tu é daqueles que prefere as batidas eletrônicas de um bom beat do que a viola cortante com trombone, então tem também uma dica de música mexicana para usted. O mano El Ezequiel, junto com La Plebada, soltou a pedrada que é “La Galliza”, com direita a wax saindo do forno e tudo. Saca só:

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