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Itália: Menos remédios, mais CBD

Fazenda de cânhamo na Itália

Lei que flexibiliza venda de produtos derivados de maconha no país fez com que cada vez menos gente optasse por medicamentos prescritos

Essa notícia não correu pelo Brasil, portanto pouca gente sabe, mas a Itália legalizou o cânhamo industrial em dezembro de 2016. Agora, os agricultores do país podem cultivar e vender essa variedade da planta, desde que os pés não contenham mais do que 0,2% de THC.

A lei foi uma retomada ao passado cultivador de cânhamo não muito distante que a Itália tem em sua história. Isso porque nos idos de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, a Itália (aliada a Alemanha nazista) foi a segunda maior produtora de cânhamo industrial do mundo, uma cultura que os antigos romanos já adotavam.

Recentemente, cerca de duas mil empresas surgindo, cultivando 4 mil hectares de cânhamo. Essa maconha com baixíssimo teor de THC é conhecida por lá como “maconha ligth” e esteve disponível por todo canto, a um preço variando de 8 a 10 euros por grama. Acontece que, ao fazer isso, notou-se diminuição no consumo de medicamentos prescritos, o que, evidentemente, chamou atenção dos pesquisadores.

É que a maconha ligth apesar de não ter THC pode ser rica em CBD. E, nesse caso, vai fazer efeito medicinal seja de alívio ou prevenção de doenças. Sendo assim, o uso da maconha cheia de CBD e que chapa pouco virou uma opção de medicina alternativa pelo país, ou ainda ou alternativa ao fumício de tabaco.

“Onde a maconha ligth está disponível, as prescrições de opióides, ansiolíticos, sedativos, remédios anti-enxaquecas, antiepilépticos e antidepressivos caíram”, publicou a descoberta.

De acordo com os pesquisadores, a chegada da cannabis levou a redução do consumo de ansiolíticos em até 11,5%. O comércio foi se dando de maneira informal por cada uma das províncias italianas e, quando se percebeu, o hábito de fumar essa maconha mais fraca se tornou comum, tendo um comerciante varejista atuando em cada local. Eles formam algo parecido com um dispensário de CBD, como há na Suíça e na França, países que também tem políticas flexíveis quanto a cannabis.

Os pesquisadores acreditam que, caso a população tivesse acesso à maconha com THC, esse percentual de redução poderia ser ainda maior. Afinal de contas, as pesquisas recentes mostram que o tetraidrocanabinol também tem efeitos medicinais sobre o corpo.

É claro que tudo isso corre a sombra da legalidade. As autoridades não endossam esses dados nem indicam o uso de “maconha ligth” como forma de tratamento ou prevenção de doenças. Mas fazer o que se a comprovação empírica dos italianos diz o contrário? Eu não sei você, mas se tivesse por lá… eu acabaria provando esse bud de CBD. Que tal?

Fonte: Cannabis Now

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