Eu queria viajar, mas tá difícil…

Chapa2

hempadao 10 agosto, 2018

por S. M. Hermes

Todos os preconceitos são fundamentados em ideias errôneas e que não condizem com a realidade. Infelizmente, elas são elaboradas e alastradas através do tempo por mecanismos intrínsecos na nossa sociedade atual — como política, justiça, economia, religião, etc.

A indústria midiática é outro desses mecanismos pois, por intermédio da televisão aberta, filmes, séries, etc., ela discorre sobre temas polêmicos (os ditos tabus) e, muitas vezes, de maneiras que acabam estigmatizando ainda mais determinados assuntos.

Na verdade, seu verdadeiro trabalho seria o de esclarecer questões envoltas pela sombra da ignorância, e não ao contrário. A série Grace and Frankie (2015), além da sua temática central — homossexualidade na melhor idade — também aborda com irreverência e primazia o uso (e abuso) de drogas, legais e ilegais.

***

É fim do dia, de tardezinha.

O trabalho foi corrido, nem fumei hoje.

Na saída é certo!

Bolar? Bolei. Chapar? Chapei.

Fumacê no hot box — não tem erro.

Entrei no elevador, fui subir pra casa.

Ele travou no caminho, o elevador.

Fiquei num vórtice entre o subsolo e o segundo andar.

Durou um minuto minha viagem no espaço-tempo do fosso.

Até me imaginei saindo em outra época.

Em outro planeta, outra galáxia — mas chapado igual.

No fim saí no andar de casa mesmo.

***

O famoso moralismo (e o falso também), atualmente muito presente no discurso de vários indivíduos e sociedades, é um mal a ser combatido com veemência. A sabedoria somente é adquirida conforme as experiências acontecem — é necessário fumar Cannabis pra saber como realmente é o seu efeito após consumida.

De acordo com Fagner, em entrevista à revista IstoÉ, e publicado no nosso glorioso Hempadão dia 19 de julho, “Os moralistas acham que podem dar o primeiro tapa e os outros, não. A vida está aí pra ser experimentada. Não custa nada o pai falar: ‘Ó, meu filho, quer fumar maconha? Vamos dar um tapa nós dois e ver esse barato aí’”.

Parece simples, e é. Basta termos mais empatia pelo próximo, termos um olhar mais abrangente, capaz de aceitar e compreender as diferentes opções de cada indivíduo — “And the world will be as one”.

“Se eu algum dia tivesse um filho, eis o que diria a ele: “Filho”, eu diria, “nunca brinque com o tempo. Deixe o agora agora e o depois depois. E se algum dia você se perder na fumaça espessa, filho, fique parado até ela se dispersar. Fique parado até conseguir enxergar onde está e aonde está indo, filho. ” – Kurt Vonnegut, em Armagedom em retrospecto (2008).



3 respostas para “Eu queria viajar, mas tá difícil…”

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