“Diga não às drogas”

Chapa2

hempadao 14 dezembro, 2018

por S. M. Hermes

Antes de ser transferido e promovido no trabalho, há pouco mais de um mês, eu costumava fumar Cannabis todos os dias durante meu intervalo. Hoje, devido a novas obrigações enquanto colaborador, ainda me vejo em adaptação, portanto, não tenho mais fumado durante o horário de trabalho. Não porque eu não queira, longe disso. Mais por uma questão de melhor absorção de todas as novas informações e tarefas que venho aprendendo. Em contrapartida, ainda tenho chapado de manhã, antes de sair pro trampo. Mas com certeza (acredito eu), hora ou outra — quando me sentir seguro pra tal — estarei reinserindo o hábito de queimar um no almoço na minha rotina comercial.

Quanto aos efeitos colaterais dessa minha opção – de não estar consumindo Cannabis durante o trabalho – eu diria que estão bem amenos e sucintos. Não tenho me sentido de mau humor nem na fissura. Claro que, como ainda fumo às vezes antes e depois do trabalho sempre, não faria sentido eu estar sentindo algo parecido com abstinência. Mesmo assim, quando optei por dar esse tempinho, acreditava eu que não seria algo muito fácil: fiquei feliz em ter me enganado. Além de que meu consumo mensal diminuiu bastante, de 150 pra 100 gramas. Então, no fim das contas, tô ficando no lucro.

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Quem nunca listou e debateu com xs camaradas sobre cada uma das drogas que já usamos ao longo dessa vida muito insana e maravilhosa?! Maconha, lança-perfume, ecstasy, cocaína, quetamina, codeína, mescalina, speed balls, LSD, MD, poppers, ritalina, tabaco, álcool, café, Rede Globo, etc.

Muito me instiga e atrai essa nossa vontade de, quando em bando, contar sobre cada uma das vezes que usamos alguma substância psicoativa. Sejam histórias sobre experiências boas ou ruins. Isso geralmente rola num barzinho, horário de verão, aquela coisa toda.

Mas o mais legal é escutar determinada história pela segunda vez, pois, só assim fica claro o quão marcante e compartilhável essa experiência no quesito drogadição foi pra pessoa e também pode ser pra quem a escuta.

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Nesses últimos dois meses, conforme me encontro em estado de mudança, de uma casa e cidade pra outras, tenho tido pouco tempo pra me dedicar ao textos semanais que escrevo aqui pro nosso glorioso Hempadão. Igualmente tenho falhado com minhas leituras. Comecei o Timequake, do Kurt Vonnegut, já deve fazer uns três meses, e tô meio empacado. Mas prometo que termino ele até o final do ano, até porque quero/preciso começar o Viagem ao Centro da Terra (1867), do Jules Verne.

“Não por alguma estratégia sutil, mas por acaso, graças ao seu peso e textura e graças à suave e insignificante resistência que oferecem à manipulação, os livros envolvem nossas mãos e nossos olhos e depois nossas mentes e nossas almas numa aventura espiritual que eu lamentaria que meus netos não conhecessem.” – Kurt Vonnegut, em Timequake (1996)



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