Home Blog Guerva Cozinheiro, vendedor de redes e Estudantes de Agronomia com Maconha: Traficantes?!

Cozinheiro, vendedor de redes e Estudantes de Agronomia com Maconha: Traficantes?!

É triste relatar quantos profissionais simplesmente desaparecem do mapa devido a guerra às droga, a caça às bruxas, a repressão ao crime sem vítima do tráfico de drogas. Mesmo com os 11 tabletes de maconha envolvidas em pó de café, a polícia encontrou a droga em abordagem de rotina em um ônibus com destino à Belém.

A droga pertencia a um cozinheiro especializado em comida chinesa, que foi autuado em flagrante pela Polícia Civil por tráfico de drogas.

Na segunda um chef, de algum restaurante ao norte do Brasil, vai dar falta do seu funcionário. Capturado por transportar 10k de erva.

Na Paraíba um homem de 24 anos também foi preso como traficante, mesmo com a manchete explicitando sua profissão: “Vendedor de redes é preso com 466 tabletes de maconha”.

E assim as prisões vão se enchendo cada vez mais. Será que isso tem algum efeito positivo? Se ele é um mero transportador, a demanda por essa maconha continua a existir, a oferta dos grandes traficantes comemora, portanto, cada apreensão. E a polícia buscando planta ao invés de buscar bandido. Até quando?

Segunda-feira o homem que salvava vendendo a rede e marola junto não vai brotar na praia. Vários amigos vão lamentar, mas Polícia Rodoviária capturou mais um.

E a 145 km de Salvador, em Cruz das Almas, a polícia encontrou 15 pés de maconha em porte de dois estudantes de Agronomia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. A polícia chegou ao local após denúncia anônima.

Os estudantes foram encaminhados a delegacia e liberados na sequência, assinando somente um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para responder o processo em liberdade.

Enfim um caso em que plantadores não são imediatamente tratados como traficantes. Mas ainda assim dois jovens estudantes sofreram o constrangimento de ter seu lar violado por policiais por causa de PLANTAS! Dá pra acreditar nisso?!

Não é possível que na Bahia não se tenha crimes mais urgentes a serem combatidos.

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