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Canadá regula uso de maconha entre pilotos e controladores de tráfego

Regulação aérea obriga ao pessoal que trabalha em aviões, e controladores de vôos, que mantenham um nível de estado físico adequado para realizar trabalho

O Ministério do Transporte do Canadá proibiu na quinta-feira (6), “de forma imediata”, que pilotos, auxiliares de voo e controladores de tráfego aéreo consumam maconha durante as quatro semanas prévias antes do início do trabalho.

Fonte: R7

A medida é ditada oito meses depois que o Canadá se transformou no primeiro país industrializado a legalizar o consumo recreativo de maconha e depois que as autoridades decidiram revisar algumas normativas.

Segundo o Ministério do Transporte, a regulação aérea vigente obriga ao pessoal que trabalha em aviões e aos controladores que mantenham um nível de estado físico adequado para realizar seu trabalho, razão pela não podem estar sob a “influência de qualquer droga” que afete suas faculdades.

As autoridades canadenses consideram que, após consumir cannabis, o tempo mínimo necessário para estar fisicamente preparado para trabalhar em aviões e torres de controle é de 28 dias.

Este período é o mesmo que exige de seu pessoal tanto o Ministério da Defesa do Canadá como a Polícia Montada, o principal corpo policial do país.

Em outubro do ano passado, o Canadá legalizou o consumo recreativo de maconha.

As estatísticas mais recentes indicam que 5,3 milhões de pessoas, o equivalente a 18% dos canadenses maiores de 15 anos, consumiu maconha nos últimos três meses. Antes da legalização, a porcentagem era de 14%.

Além disso, a expectativa é que o Canadá legalize o consumo de produtos comestíveis e bebidas injetadas com tetraidrocanabinol (THC, o componente psicoativo da cannabis) e cannabidiol (CBD, que não é psicoativo e tem propriedades médicas para o tratamento de doenças como a epilepsia).

Os especialistas preveem que a legalização dos comestíveis e bebidas com cannabis multiplicará o número de usuários desta droga.

Um recente estudo realizado pela consultora Deloitte indicou que a legalização “criará novos produtos comestíveis destinados a consumidores que foram reticentes aos métodos tradicionais de consumo de cannabis atualmente disponíveis”.

“Muitos desses novatos ou consumidores curiosos serão pessoas de maior idade, muitas delas mulheres, que preferirão formatos de consumo mais familiares, especialmente comestíveis como produtos assados”, acrescentou o relatório.

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