Brisa do Mar!

Chapa2

hempadao 11 fevereiro, 2019

Esse é o nome do supermercado que fomos durante a estada na Praia do Mariscal: Brisa do mar. Já a nomenclatura ao texto e as ideias que escrevo abaixo se deu devido ao consumo diário e regular de Cannabis, hábito trazido diretamente da selva de pedra pra essas férias, passadas mais ao litoral sul desse Brasil. Logo, temos aqui a própria e devida brisa do mar.

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Talvez a ideia da “nova versão” da Escolinha do Professor Raimundo, que já tá no ar faz um bom tempinho, fosse mesmo fazer uma homenagem, mantendo tudo exatamente como era nos primórdios. Mesmo assim, me vi triste quando imaginei personagens revisitados e de acordo com a realidade atual, mantendo o mesmo aspecto de respeito e homenagem com a obra original. Porém, como prevê uma das máximas do mundo dos espetáculos (mas não só desse): nada se cria, tudo se copia.

por S. M. Hermes

A TV de forma geral, e mais precisamente a Rede Globo, aparenta adorar, glorificar e santificar o passado com grande intensidade — quando convém, é claro, igual a todo o resto. Lembrando do passado e coisas de outro século, era a TV quem ditava boa parte, não só do ritmo, mas também da minha vida em si. Depois vieram os video games. Depois vieram os computadores. Depois os livros. Depois as drogas. Depois começaram as responsabilidades da vida adulta, e assim por diante. No exato momento vivo do ócio na Praia do Rosa. Inclusive, ontem teve paredão no BBB sei-lá-que-edição. O estagno, o progresso ou o regresso, fazem parte do jogo da vida, que as vezes mantemos sob um limitado controle, ou pelo menos parecemos manter.

“O envenenamento por chumbo torna as pessoas burras e preguiçosas. Qual é a sua desculpa?” – Kurt Vonnegut, em Timequake (1996).

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Vai fazer, ou melhor: já faz um mês que o Elton mora conosco — parecem décadas. Ele fez cinco meses de vida. Logo, se encontra na adolescência canídea. Ou seja: morde tudo e a todos, late e chora pra tudo e todos, escala sofás, camas, escadas, entre outros. Além disso, cava, rói e come qualquer coisa disponível, como por exemplo, pedras ou lápis de cor. Também tem vezes que ele se comporta como um anjo, principalmente quando tá dormindo. Falando sério, o Elton básica e praticamente já faz 100% do xixi no banheiro dele (jornal), e o cocô tá quase lá. Geralmente rola nos arredores. No caso: ponto pro Elton!

Eu já tinha tido um cachorro antes do Elton, o Billy, que caiu fora em maio de 2017, com 16 anos de vida canídea. Adotamos ele em 2001, quando eu tinha nove ou dez anos, portanto, ele era dos meus pais, ainda mais da minha mãe, do que meu. Conforme eu era muito pequeno, não tive tanta participação na criação e na educação do Billy quanto tenho agora com o Elton. O que é muito louco, de fato criar um bichano desde pequeno — então imaginem só uma criança, risos.

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Viajar pelo espaço na velocidade da luz por dois anos, que na Terra equivaleram a 350, pra chegar no sistema solar de Betelgeuse que parece possibilitado de abrigar vida, deve ser um rolê bem insano de se dar. Além disso, o teto existencial por trás do enredo de Planeta dos Macacos, quando visto e sentido de dentro da história (mesmo que seja somente no imaginário), bate fundo tanto no consciente, como no inconsciente. Afetando todas afirmações, dogmas, doutrinas, paradigmas, etc., acerca da(s) forma(s) com que conduzimos e preocupamo-nos com determinados pontos teoricamente considerados cruciais e intrínsecos à vida.

“Ignorando de onde vêm, o que são e para onde vão, talvez sofram com essa obscuridade. Seria esse o sentimento que insufla uma espécie de frenesi na pesquisa biológica e que dá orientação tão peculiar às suas atividades científicas?” – Pierre Boulle, em Planeta dos Macacos (1963).



Uma resposta para “Brisa do Mar!”

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