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A culpa é de quem?

A “cultura” é uma rede cooperativa de instintos artificiais que cria mitos e ficções, habituando as pessoas a pensarem, agirem e seguirem determinadas regras (HARARI, 2011). Sendo ela, em diversas oportunidades, a responsável pelo retardo do progresso humano.

por S.M Hermes

O próximo capítulo, a próxima guinada, socialmente falando, dificilmente é algo que já foi antecipado e está sendo esperado pelos indivíduos contemporâneos naquela determinada época. Conforme Harari (2011), “Em algumas décadas, as pessoas vão olhar para trás e pensar que as respostas para todas essas perguntas eram óbvias”.

Por exemplo, temos a legalização da Cannabis, que agora começou a movimentar mercados em alguns países após anos a fio de total repressão. Ou também, a eleição dos atuais presidentes dos Estados Unidos e do Brasil. Ambos fatos ocorridos que, antes de consumados eram tidos como utopia e distopia, respectivamente.

“Como a evolução, a história não considera a felicidade de organismos individuais. E os indivíduos humanos, por sua vez, costumam ser ignorantes e fracos demais para influenciar o curso da história em benefício próprio.” – Yuval Noah Harari, Sapiens (2011).

A dança do proibicionismo

Na reta final dessas férias da qual ainda gozo, me dei conta que fumei todo o estoque que havia trazido pra praia. Nos últimos dias, tava queimando menos de um baseado a cada 24 horas, algo que acontece com pouquíssima frequência. Ainda assim, com efeito, tudo que é negativo também tem seu lado positivo.

Durante esse período de vacas magras, fumei somente dentro do carro — a famosa sauninha — pra aproveitar melhor os efeitos do baixo (em quantidade e qualidade) THC que rola na Cannabis paraguaia-brasileira. Agora já me encontro abastecido novamente, peguei 150g de prensado, pois é o que temos, pra garantir esse resto de janeiro e todo fevereiro que vem por aí.

Pros usuários de Cannabis que hoje residem no Brasil, não é nenhuma novidade essa famosa seca que rola durante o verão. Quem não cultiva, só tem uma saída: buscar a solução no tráfico. Queria eu poder atravessar a rua e pegar minhas 5g diárias em um dispensário 100% guarnecido, apoiado e regulamentado pelo Estado — como fazia em Venlo, quando morei na Holanda.

Reparando o irreparável

Conforme tem surgido a questão da abertura de políticas pró-Cannabis em alguns estados dos Estados Unidos, invariavelmente em concomitância vem à tona a questão da desigualdade social — tanto econômica quanto racial.

De acordo com reportagem da Época, o Illinois foi o 11º estado norte-americano a legalizar o uso recreativo de Cannabis. Além disso, também foram postos em prática alguns métodos que visam diminuir e combater as diversas injustiças cometidas ao longo da história.

O certo é que a humanidade já cometeu e ainda vai cometer muitos erros bisonhos e lamentáveis. Ainda mais importante é nos darmos conta disso e buscarmos soluções e maneiras de reparar os diversos males gerados em decorrência da ganância imperial.

Fontes:
https://hempadao.com/porque-a-maconha-e-proibida-so-para-os-pobres/

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