Três homens são presos com maconha em Dubai e dizem ter sido torturados

Clipadão

hempadao 1 maio, 2013

Fonte: R7

Ingleses alegam que policiais apontaram armas para eles e deram choques em seus testículos

    Três ingleses foram presos em Dubai por posse de drogas, e alegam terem sido torturados com armas apontadas para suas cabeças e choques elétricos aplicados nos testículos, informou o jornal The Sun.

    Grant Cameron e Suneet Jeerh, ambos de 25 anos, e Karl Williams, de 26, foram pegos com maconha sintética quando passavam férias na cidade.

    Os rapazes – que estão presos há quatro anos – alegam que foram algemados e obrigados a assinar documentos em árabe, e que nenhum deles entendeu o que diziam os papéis. Depois, dizem ter sido espancados e ameaçados com armas.

    Williams contou ainda que foi sufocado com uma toalha, enquanto os policias davam choques elétricos em seus testículos usando um taser.

    A tortura, que é negada pela polícia, teria acontecido no deserto e depois em quartos de um hotel.

    Um grupo que luta pelos direitos de prisioneiros, o Reprieve, disse que as acusações deveriam ser investigadas com seriedade.

    “O fato principal é que estes homens foram torturados pela polícia, mas até agora não houve qualquer tipo de investigação sobre o caso”, disse Kate Higham, do Reprieve.

    — É preciso conceder clemência a estes homens, soltá-los e permitir que eles voltem para suas famílias. David Cameron deveria pressionar o presidente dos Emirados Árabes, Sheikh Khalifa, já que ele chega ao país amanhã em uma visita de estado. Também é essencial que os Emirados Árabes conduzam uma investigação imparcial sobre a possível tortura para que isso não aconteça nunca mais.

    O primeiro ministro britânico já demonstrou preocupação sobre as acusações, e disse que vai debatê-las com o presidente dos Emirados Árabes.

    Em uma carta endereçada à Reprieve, David Cameron disse que o governo do Reino Unido “leva muito a sério todas as acusações de maus-tratos”.

    — Continuamos à espera de provas para que haja uma completa, imparcial e independente investigação sobre as acusações. A ausência de um exame médico (nos prisioneiros) continua sendo uma de nossas preocupações.



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