Tráfico por amor: A lei não perdoa!

WeedNews

hempadao 11 outubro, 2015

Uma rápida pesquisa no Google pode revelar uma centena de casos de prisões de acusados de tráfico de drogas por semana. Tem de tudo: das toneladas apreendida em alguma operação nas rodovias até o matuto que portava uma dúzia das famosas “trouxinhas”. Quando a prisão envolve mulheres, chama atenção uma particularidade: a prisão por tentar entrar com alguma droga ilícita dentro do presídio. 

pao-maconha

Neste domingo (11/10) uma senhora de 61 anos foi presa por tentar entrar com 148 gramas de maconha, escondida dentro do órgão genital, no Complexo Penitenciário de Campo Grande (MS). A erva seria para filho que está preso no local. O caso foi registrado como tráfico de drogas, com pena de 5 a 15 anos. 

Por mais que fica claro a ausência de interesse financeiro deste “tráfico”, a estúpida lei proibicionista não vai perdoar aventura da senhora que tentou levar um pouco de paz para mente do filho preso. 

Esse caso de tráfico por amor não é um fato isolado. Não são poucos os casos de parceiras e mães que arriscam nessa aventura. Quem já visitou alguém dentro do sistema prisional sabe o constrangimento que as mulheres são expostas para ter direto à visita. A tentativa de entrar com algo ilícito por este caminho é quase sempre fracassada. 

O “tráfico” em nome do amor guarda uma outra problemática social: a morte família. Com pai e mãe/avó cumprindo uma pena que pode chegar a 15 anos de detenção é provável que esteja em construção uma geração de crianças órfãs por força da política proibicionista, que dizer servir para proteger a família. 

Será que Magno Malta, Osmar Terra e Ronaldo Laranjeira estão preocupados com estas crianças?



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