Repensando a dose! – REeDUcaÇÃO #44

REeDUcaÇÃO

hempadao 4 dezembro, 2013

por Anna Rodrigues

clip_image002Salve,salve galera,peço desculpas pela demora para esse segundo post, correria de final de semestre,horários malucos no estágio para fechar as horas do mês,trabalhos extra classes e por ai vai! Entretanto,Vamos lá! Como essa coluna surgiu com a ideia de aprimorar novas percepções que busquem acrescentar e inovar para como a discussão da organização , comercialização e descriminalização de todas as drogas no Brasil ,venho então hoje falar sobre a política de Redução de Danos.

Venho desenvolvendo uma ação de intervenção direta para com o público frequentador de festas raves da cidade de Natal, através de kits de redução de danos que tenho fabricado. Tendo como objetivo a conscientização para diminuição dos possíveis danos pela utilização inadequada das substâncias lícitas e ilícitas que sempre acontecem nesses locais- não só nestes!-.Tento construir um material que não diga que estou incentivando o consumo dos psicoativos e sim alertando sobre seus riscos e benefícios. O kit que entrego nos eventos vem basicamente recheado com informações gerais sobre o que é essa política,dicas de como utilizar algumas substâncias, e os níveis de usuários,(As imagens aqui incluídas, são os flys informativos que desenvolvi), além claro de uma camisinha para proteção de DSTs,uma seda para bolarem o baseado adequadamente e um chiclete para amenizar uma das possíveis consequencias do uso de esctasy .No último evento também apresentei o guia do usuário de drogas do psicotrópicos e no evento anterior tinha colocado um canudo.

Mas afinal , o que é mesmo Redução de Danos?

Se você não viu o vídeo que nossa amigo Guilherme postou a alguns meses .A RD é uma estratégia de saúde pública que por meio de políticas públicas busca controlar os possíveis danos adversos ao consumo de psicoativos líticos ou ilícitos,sem necessariamente interromper esse uso, pensa e desenvolve práticas em saúde que levam em consideração a singularidade dos sujeitos ,valorizando assim sua autonomia,traçando planos de ações que priorizem a qualidade de vida , buscando também mecanismos de inclusão social e cidadania para com esses usuários.

Em maio de 2010, quando foi realizado o Seminário ‘’Crack – Repensando as Estratégias de Atenção à Saúde’’ pelo Viva Rio, em parceria com a Subsecretaria de Atenção Primária, Vigilância e Promoção de Saúde – SMSDC.Foi desenvolvida uma cartilha ¹ que deu um novo viés para o trabalho que os agentes comunitários de saúde do Rio vinham desenvolvendo .O refinamento da ideia de que o usuário de drogas tem direito a saúde como qualquer outro, aliada as novas perspectivas de técnicas menos invasivas nos momentos de contato para com os usuários, se tornou base para eficiência desse projeto.Em 1998 quando Portugal declara que sua política de repressão já estava em seu limite de inadequação, surgiu então a Comissão para Estratégia Nacional de Combate à Droga ².Essa comissão foi integrada por multiprofissionais,que se dividiram em cinco grupos que pensaram uma estratégia de combate ao que estava acontecendo no país. Esses grupos estavam dívidas em:I- Prevenção; II – Tratamento, Redução de danos e ressocialização; III- Marco jurídico e perspectiva internacional; Investigação científica e formação; V- Consequências organizativas.O resultado dessa discussão foi a lei nº 30/2000 que aprovada sem muitas modificações do que a comissão colocou em suma,decretou a transformação de um novo momento para o país ,aonde a humanização do tratamento se tornou princípio.

clip_image004Uma política que se encontra atenta aos riscos e consequências que possam acontecer pelo uso abusivo de drogas, e que leva em consideração as fragilidades que tornam oportunas a utilização de substancias licitas ou ilícitas, torna a política mais eficaz. Trabalhar nessa área é acolher as pessoas como elas são,levando em consideração seu nível de dependência , sem julgamentos comportamentais,e lembrando sempre que somos todos humanos e portadores de direitos .

A lei brasileira é proibicionista, todavia a Redução de Danos é uma política reconhecida nacionalmente e que deve ser respeitada, compreendida e incentivada. Uma grande política de RD que a Federação Brasileira poderia desenvolver, séria o incentivo a utilização do cigarro eletrônico por aqueles que não conseguem larga o cigarro comum; este objeto tem o poder de diminuir em suma as quantidades de substâncias cancerígenas que o tabagista consome.

Ainda temos muito o que evoluir, principalmente no que diz respeito a real posição da política de Redução de Danos pelo Estado Brasileiro.Contudo a primeira coisa que temos que fazer é conhecer e reconhecer o quanto essa política pode mudar a situação dos usuários e da sociedade em geral.Modificando os olhares daqueles que não compreendem essa legalização ,aumentando o número de militantes que assumam sua posição, e o mais importante ,criando mecanismos educacionais que valorizem a autonomia das pessoas e que sejam realistas para com a problemática,criando uma autêntica liberdade de justiça ³.

Disponível/Referencias :

l ¹: http://www.vivacomunidade.org.br/wp-content/arquivos/cartilha_ACS_red_danos.pdf

²:http://www.idt.pt/PT/IDT/RelatoriosPlanos/Documents/2008/comissao_estrategia.pdf

³: John Rawls



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