Quem é o empresário que quer ser a Philip Morris da maconha

Clipadão

hempadao 18 março, 2014

Fonte: Exame

São Paulo – Pelo menos em 20 estados americanos o uso da maconha para fins medicinais é legal. Outros 14 avaliam a liberação. E Justin Hartfield, um empresário dos Estados Unidos, tem tirado proveito de toda essa situação e ganhado muito dinheiro com a legalização da erva.

Em recente entrevista ao jornal americano Wall Street Journal, Hartfield afirmou que pretende ser a Philip Morris, uma das maiores companhias de tabaco no mundo, da indústria da maconha. Para ele, a proibição está prestes a estourar e quem souber se posicionar de forma inteligente nesse mercado, vai ter lucro.

 

Em 2008, Hartfield fundou o Weedmaps, uma ferramenta que indica onde é possível comprar maconha de forma legal nos Estados Unidos.  Pode parecer inusitado, mas a ideia surgiu quando o próprio empresário precisou adquirir a erva para driblar uma crise de insônia.

Atualmente, o  Weedmaps tem cerca de 2 milhões de usuários cadastrados, 3.000 indicações de locais onde é possível comprar a maconha dentro da lei e  faturamento mensal de quase 2 milhões de dólares.

Investidor de risco

No ano passado, o Business Insider chegou a classificar Hartfield como o primeiro investidor de risco da indústria da maconha. Ao site de notícias, o empresário chegou a afirmar que a indústria da maconha poderia ser comparada à do vinho, que movimenta anualmente entre 15 a 25 bilhões de dólares em todo mundo.

“Há tantos negócios diferentes que podem alimentar esse setor, que é muito difícil estimar o quanto esse mercado pode movimentar no mundo”, afirmou Hartfield, ao site Business Insider, em entrevista.

Além do Weedmaps, o empresário investe em outros negócios voltados para a indústria da maconha. Em 2013 ele lançou, junto com o sócio Doug Francis, o Emerald Ocean Capital, companhia de capital de risco que investe em pequenas empresas interessadas no mercado da erva.

Não é preciso nem dizer que Hartfield é um entusiasta quando o assunto é a legalização da maconha em todo o mundo.  Ele faz parte do conselho de administração de dois projetos que lutam pela causa, o National Organization for the Reform of Marijuana Laws (NORML) e o Marijuana Policy Project.



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