“Quebrando o Recalque”– Dez Questionamentos à Repórter do SBT

HempTube

hempadao 12 dezembro, 2013

por Guess

Bom, esse discurso bem arquitetado, elaborado e apresentado no vídeo soa um tanto quanto "irônico" e me faz refletir sobre alguns aspectos.

Se o tráfico é comercio ilegal, clandestino, não faz sentido associar LEGALIZAÇÂO (legal, dentro da lei) com o TRAFICO (ilegal). Além do mais, coragem pra soltar essa, ”É! O URUGUAI (referindo-se a um país inteiro) VAI PASSAR DE REPRESSOR DO TRÁFICO, A SÓCIO DE TRAFICANTE”. Mãe da coruja!!! Essa informação prestada só pode ser privilegiada, de fonte completamente segura, afinal, o “achismo”, o “eu penso que”, não tem lugar dentro do jornalismo, além do mais, existe um respeito pela audiência não é? Que isso, compartilha a fonte “aê”?  O público adoraria saber!

Quando ouvimos, “ESSE DISCURSO PRÓ-LEGALIZAÇÃO” e” É PRECISO ESTATIZAR PARA ACABAR COM O TRÁFICO”, esta se referindo a quem? Quem disse? Quem escreveu? "fontes" ou referencias seriam bem vindas.

OK! Convenhamos que legalizar a maconha não é a solução de todos os problemas relacionados ao tráfico, será que a diminuição da violência, um melhor controle e tratamento da saúde pública, uma nova fonte econômica com potencial de crescimento, uma nova cultura, novos pensamentos, mais emprego, entre diversos outros benefícios, não podem surgir a partir daí?

Como ouvimos "Guerra perdida", GUERRA! Isso mesmo, uma guerra começou há um bom tempo atrás, a “Guerra as Drogas”, mas e quem disse que quem esta a favor da legalização presta apoio a essa guerra?  Engraçado, porque é bem o contrário, as passeatas e manifestações realizadas (Marcha da Maconha), os diálogos trocados com o governo e a população, toda a idéia que o discurso da legalização demonstra passar é completamente diferente, é pela paz, o dialogo, o raciocínio lógico, a justiça e a liberdade.  Quando se fala em guerra perdida precisamos saber quem participa dela, ou seja: “O poder”, força militar (gestão do sistema) versus o resto do planeta (povo que trabalha para o sistema). Então é um tanto quanto incoerente insinuar que a legalização de algum modo toma parte nessa guerra, que por sinal vem cambaleando (como um bêbado no suposto rumo de casa) ao longo dos anos e cujo resultado é nada mais, nada menos, que: um incontável número de mortes (e não pelo consumo), mas sim por execuções, por conta de bala trocada (e também perdida), a violência física, o escracho moral, tanto ao consumidor quanto ao simples simpatizante da causa, o preconceito, a marginalização, entre outros exemplos mais. Tudo isso esta vencendo, agora… Pergunta se o consumo acabou? Creio que não… E diminuiu? Tampouco! Porem quando se estabelece um projeto que visa atender o consumidor, a demanda, mas principalmente a POPULAÇÂO, as PESSOAS, sem causar prejuízo à volta, que visa se não "acabar", ao menos diminuir os danos ocasionados por essa guerra sem pé nem cabeça. Será que isso é ingenuidade?

Quem falou em entregar os pontos? E para quem? Concordo que o povo precisa e deve ser informado sobre todos os aspectos relacionados à planta, porem, esse "sequer”, referindo-se a ausência de investimentos na educação não esta muito embasada, será mesmo que o país não colocou um centavo em educação? Nem ao menos para suas crianças ouvirem de seus mestres a frase "respeite o próximo"? Será?

Os tratamentos existentes aplicados a usuários em condição de risco, não se baseiam somente em "desintoxicação", mas sim em acompanhamento psicológico, orientações diversas a respeito do uso e suas conseqüências. Não visa apenas livrar o consumidor do "tóxico", mas sim, orientar, elucidar a PESSOA, para que ela por atitude, vontade própria decida juntamente com a equipe médica, qual a melhor opção de tratamento. Isso sem contar que mesmo na hipótese de gastar um valor significativo com tratamento, o numerário possivelmente não chegará nem perto das dezenas e dezenas de milhões gastos com a “Guerra ao tráfico”. Como dizia o Kiko, “Que coisa, não?”.

7º 

"LEGALIZAR PARA (a fim de) TRATAR".  O fim, objetivo, a causa da legalização mora longe da simples palavra “tratar”. O “tratar” vem como alternativa aos ‘’possíveis” usuários de risco, portanto, não são dois conceitos se defrontando, lutando entre si no mesmo espaço e sim, um auxiliando o outro na sua fragilidade. E de mais a mais, o governo não esta a ENFIAR drogas no povo para depois TRATAR, o produto é legal, custa um valor, compra quem quer! Se o governo não esta enfiando drogas no povo e sim legalizando, se o tratamento não é uma idéia contraria e sim auxilio, eu só posso chegar a conclusão de que isso com certeza não é um paradoxo

A Colômbia LIBEROU! (isentou de qualquer obrigação) o LSD e o ECSTASY, poxa essa é nova hein, confere produção? Bom, sei lá! O que eu sei é que existe uma diferença GIGANTESCA entre LEGALIZAÇÂO (Projeto aprovado no Uruguai) e LIBERAÇÂO (Texto do Teleprompter).

“NA CONTRA MÃO DO LIBERA GERAL ESTÃO PAÍSES EUROPEUS", com todo respeito, não é querer corrigir nem nada, mas… .. eu creio que NINGUEM falou em "liberar geral”.  Alguns sites e portais que falam sobre o assunto trazem a informação de que , em 2012 na Holanda,  o gabinete de ministros que assumiu o governo definiu que fica a critério dos governos locais a decisão de comercializar a cannabis para turistas, não mais "PROIBIR GERAL" mas sim, dar autonomia a cada governo para decidir o que é melhor para a sua população. 

10º

A minha sugestão a quem persiste em continuar com a moralidade, os bons costumes, “a liberdade sacrificada em prol da ordem” é a seguinte, um convite ao estudo do conhecimento, do raciocínio lógico, rever as falhas de pensamento, os dogmas, corrigir, mudar, traçar um novo caminho, escrever uma nova e mais interessante historia, com menos sangue e coerção e mais educação e liberdades.

Esse texto não tem o objetivo de ofender, mas sim, de esclarecer e expressar outros pontos de vista sobre um discurso jornalístico, que de algum modo, se apresenta como algo levemente… tendencioso e claramente opinativo, com todo respeito!

OPINIÃO: Juízo ou sentimento, que se manifesta em assunto sujeito a deliberação.

Obs.: Para o discurso ficar bom mesmo, só faltou deliberar!

Pense! Exista! Questione e Resista



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