Preços da maconha dobram após começo das vendas no Colorado

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hempadao 8 janeiro, 2014

Fonte: Exame

São Francisco – Na Medicine Man Denver, uma loja que começou a vender maconha para uso recreativo na semana passada, as pessoas esperavam na fila para sentir pela primeira vez o gosto da erva comprada legalmente. Alguns gritavam “liberdade!” para a multidão quando saíam com pacotes da droga. Eles gastaram quase o dobro do custo da maconha medicinal.

Os consumidores pagavam US$ 45 por cerca de 3,5 gramas de maconha recreativa, contra US$ 25 por uma quantidade idêntica vendida para fins médicos, disse Andy Williams, presidente e CEO da loja.

“Eles não estão acostumados a entrar em uma loja e pagar US$ 25 pela porção, então quando eles vêm, eles pagam o preço que for”, disse Williams, 45, por telefone. “Ter a possibilidade de comprar maconha segura, confiável e de qualidade em um ambiente divertido e animado com certeza é melhor que ir a um beco e dizer, ‘ei, amigo, me vê uma porção?’”.

O preço de varejo da maconha no Colorado dobrou desde 1 de janeiro, quando o estado se tornou o primeiro a legalizar as vendas para qualquer pessoa com 21 anos ou mais. A maconha para uso recreativo é vendida por uma média de US$ 400 a onça (medida equivalente a 28,3 gramas), contra os US$ 200 a onça que os varejistas do Colorado recebem por maconha medicinal, disse Aaron Smith, diretor-executivo da Associação Nacional da Indústria de Cannabis, com sede em Washington.

“Trata-se, simplesmente, de oferta e demanda”, disse Smith. “À medida que mais lojas abrirem, tiverem noção da demanda e forem capazes de atendê-la, os preços voltarão para baixo”.

Cobrança de impostos

Em torno de 21 por cento em impostos estaduais e locais são cobrados sobre a venda de maconha para uso recreativo, disse Amber Miller, porta-voz da Cidade e Condado de Denver.

Os eleitores do Colorado aprovaram, em um referendo em novembro de 2012, a descriminalização da droga, desafiando a lei federal, que ainda classifica a maconha com substância ilegal. Uma medida similar foi aprovada no estado de Washington, onde as lojas deverão abrir ainda neste ano.



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