Otimizando o jardim indoor de cannabis medicinal

Cultivo Vital

hempadao 25 janeiro, 2015

por Sergio Vidal, Presidente da Associação Multidisciplinar de Estudos sobre Maconha Medicinal 
e autor do livro "Cannabis Medicinal introdução ao cultivo indoor"

IMG_0309Essa semana voltaremos a nossa tradição de responder mensagens dos leitores que enviam suas  dúvidas para o email hempadao@gmail.com. Você também pode ler todos os outros textos meus aqui no Hempadão AQUI.

Dessa vez vez o leitor seguiu nossas recomendações e enviou uma descrição detalhada do que tem feito na estufa e nas plantas e também algumas fotos. Quanto mais informações que me ajudem a entender o problema melhor.

Os detalhes da planta, ph e solo foram passados pessoalmente via áudio. Somente as imagens foram reproduzidas.

Quando cultivamos cannabis para uso medicinal, especialmente quando usamos lâmpadas, o que envolve custos de energia elétrica, devemos ter em conta que a etapa mais importante é o planejamento.

O planejamento é importante em todos os tipos de cultivo, mas no que usa lâmpadas em ambientes fechados é ainda mais importante. Em todos os jardins é necessário adotar uma logística de produção que atenda ao requisito de gerar o máximo de colheita com o mínimo de espaço, custo e tempo. Quanto menor o jardim e menos recursos o paciente tiver mais importante melhorar sua logística.

 

Quais os passos? Primeiro, para que o planejamento seja eficiente, é preciso entender algumas coisas básicas que estão bem explicadas no meu livro e em artigos anteriores aqui na Hempadão. A cannabis tem o crescimento dividido em 3 fases. Germinação, vegetativo e floração. Cada fase dessa tem um tempo próprio de desenvolvimento. Cada variedade de maconha também se desenvolve a se tempo. Enquanto algumas ao entrarem em floração levam apenas 7/8 semanas para ficarem maduras, outras podem levar até 4 meses ou mais. Por isso a variabilidade genética também é algo importante a ser feito quando vamos fazer o planejamento.

No caso específico do cultivador em questão o que aconselho é o seguinte:

1) Aparentemente as plantas podem estar sofrendo com excesso de fertilizantes. Você pode transplantá-las para vasos maiores, regar com água abundante, para que as raízes possam se espalhar no solo novo e serem lavadas do excedente. Use água pura por uns dias evitando fertilizar, até as plantas se recuperarem. O pH poderia estar um pouquinho mais baixo, em torno de 6,5.

2) Após 3/5 dias elas já devem demonstrar sinal de melhoria. Amarre o topo das plantas e puxe para baixo gentilmente, para estimular que os ramos laterais se desenvolvam. A maconha sempre tende a gerar um ramo central e dar toda energia a ele. Isso pode ser evitado podendo o topo central também, mas eu prefiro amarrar e dobrá-lo, assim não o perdemos e a planta entende do mesmo modo que ele deixou de ser o central e que deve distribuir melhor a energia até ter novamente um topo.

3) Em mais 2 ou 3 semanas no máximo sua planta estará com diversos galhos mais ou menos iguais, e muitos ramos menores se formando neles. nesse momento a plantas estarão prontas para serem colocadas para florir.

4) Você deve então construir uma caixa, separar um painel de led desses e preparar sua estufa de vegetativo, para guardar plantas-mãe e clones, garantindo a otimização do seu sistema. A estufa deve ter algum exaustor trazendo ar novo para dentro e ser completamente vedada para evitar vazamento de luz para o ambiente externo. As luzes devem ficar ligadas ao menos 18h por dia.

5) Com a estufa pronta você retira mudas de cada uma das plantas, usando os galhos inferiores, que recebem pouca luz. Assim já aproveita para limpar a planta antes de começar a florir.

6) Quando enraizar ao menos uma cópia de cada uma das plantas que você tem pode começar a floração. O ambiente no qual as plantas irão florir deve ficar 12h por dia com as lâmpadas acesas e 12hs em total escuridão. Se o período de escuridão for interrompido a planta pode não começar a floração, ou hermafroditas e estragar completamente a colheita. Por isso a importância de separar o ambiente de vegetativo.

7) Tirar mudas das diferentes plantas, identificando-as não apenas vai te dar a chance de saber com antecedência se a planta é macho ou fêmea, mas também qual aquela que funcionou melhor no ambiente de floração que você tem a sua disposição. Além disso, as mudas já são cópias geneticamente idênticas, inclusive na maturidade, o que significa que podem ser colocados em processo de floração com qualquer tamanho, o que acelera o processo.

Para aprender como clonar, como fazer a estufa, entender melhor o processo de fotoperíodo, dentre outros temas, pesquisa nos artigos anteriores, no link lá em cima. Tem texto falando sobre tudo isso e muito mais.

Espero que tenham gostado do texto e que possa ajudar o Captain Green e outras pessoas com dúvidas semelhantes. Namaste! Até semana que vem!



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