Os Efeitos da Cocaína: Uma Análise Clara!

Portas da Percepção

hempadao 15 maio, 2015

por Thalita

Dentre as drogas ilícitas mais comercializadas e temidas no mundo, está a cocaína.  Seus efeitos, capazes de fazer qualquer um se sentir inesgotável respondem à velocidade com que a atividade cerebral comanda o organismo: “Nada como se sentir invencível!”. Uma pequena dose, um tiro e o sujeito é “capaz de qualquer ação”.. como isso poderia ser ruim?

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Há quem tema tanto a cocaína que nem sabe o que ela é. Parece exagero começar assim? O fato é que se não existissem tantas pessoas que não sabem do que se trata, não haveria tanta convicção que a droga é a maior inimiga do homem. Nesse sentido, ela não é diferente da maconha, da qual tanto falamos aqui. Tanto se cria ao redor do mito da violência causada pelas drogas em si, que há quem repudie os “drogados” sem sequer saber a diferença de fumar coca e cheirar maconha. De fato, é uma boa diferença, mas para que escrever isso senão para o esclarecimento?

A cocaína é tão temida que até chega a ser um argumento dos defensores da proibição para não legalizar da maconha, que seria uma porta de entrada para essa versão pior do “mal da humanidade”… Como se o exercício de buscar uma justificativa para todas as falhas humanas já não existisse desde que nasceu o pensamento humano! A ideia de transferir a uma coisa a razão para todos os problemas não passa de uma conclusão precipitada do senso comum. O medo da droga, justificado pelos seus danos imediatos logo nos afasta das verdadeiras razões de vivermos em um mundo tão violento e carente. Assim como houve um tempo em que a punição divina era explicação o suficiente para permitir que epidemias se alastrassem e impedir o avanço dos estudos do corpo humano, hoje temos um mito em que as centenas de mortes que acontecem diariamente no Brasil são justificadas pela existência das drogas, não do modo como ela está inserida em nossa realidade.

Por definição, “a cocaína é uma substância natural, extraída das folhas de uma planta que ocorre exclusivamente na América do Sul: a Erythroxylon coca, conhecida como coca ou epadú, este último nome dado pelos índios brasileiros.” (CEBRID).

Podemos assim compreender (em parte) como uma substância exótica e nativa ainda permeia no pensamento moderno, associada ao inferior. Assim como a maconha e o ópio, a cocaína não é somente mal vista por ter propriedades químicas específicas, mas por estar culturalmente relacionada com a imagem do índio, do pagão e da necessidade de neutralizá-lo. Em suas culturas, no entanto, nenhuma dessas substâncias citadas consta como a causa de seus problemas sociais, embora em todas elas a droga seja tomada como a razão das escolhas de quem a controla. A Guerra do Ópio é um bom exemplo disso – uma guerra em nome da droga. (SO HISTORIA)

Sabe-se que o uso da folha de coca em países andinos é muito comum. Lá, é como se Deus tivesse dado ao homem a possibilidade de conviver em harmonia com a natureza. Não é à toa que suas propriedades se encaixam com a necessidade humana de viver naquelas terras, fazendo com que com que o coração e o corpo se adaptem às altitudes. Mas em terras como as nossas ela é uma das maiores inimigas da sociedade e se isso não é o bastante, ainda existem lugares como a Indonésia, onde a morte é só mais uma pena…

Sobre seus efeitos, “a cocaína produz efeitos similares aos das anfetaminas, mas é um estimulante muito mais poderoso. Pode ser tomada pela via oral, inalada sob a forma de pó (cheirada) ou pode ser injetada, em geral diretamente em uma veia. Quando fervida com bicarbonato de sódio, a cocaína é convertida em uma base denominada crack, podendo então ser fumada. (…) A cocaína intravenosa ou inalada produz uma sensação de alerta extrema, de euforia e de grande poder.” (ALVARENGA).

A sensação de poder causada por ela é capaz de seduzir qualquer um. Esse é um fato curioso, se você observar que estamos falando de uma substância que, altamente viciante, é reconhecidamente uma droga “de elite”, por ser relativamente cara. Além disso, é fácil perceber como seus danos não se restringem a uma camada social, sendo uma epidemia desde os anos 70 aqui no Brasil, e que tem como sua maior aliada a política antidrogas. Mas de quem é o verdadeiro poder? Quem está lucrando?

Vivemos hoje no Brasil, um tempo em que parece que é tudo muito claro, mas irremediável. Não parece haver solução quanto à política de qualquer coisa, seja educação, drogas ou saúde. Embora tudo seja relacionado, não há um sinal de solução que abrange todas essas áreas, o que faz o brasileiro ficar perdido entre viver na malícia inofensiva e perpetuar seu instinto vira-lata. As autoridades, viciadas no poder, mandam e desmandam e chegamos ao ponto de elegermos políticos donos de helicópteros carregados para colocarem crianças de mãos vazias nas cadeias, através da redução da maioridade penal. Ou seja, querem punir mais quem tem menos. E quem acha que isso está certo é que não tem do que reclamar.



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