O Filho Fuma e a Mãe tem BadTrip!

Caos in Casa

hempadao 19 agosto, 2013

Era carnaval eu ia sair com uns amigos em um bloco, tinha separado a ganja e ia bolar na casa de um compadre. Coloquei na mochila na noite da terça… quarta-feira acordo com a minha mãe na minha frente, me perguntando “OQ É ISSO QUE EU ACHEI NA SUA MOCHILA??”..

Depois do primeiro choque, ela disse que ia sair pra levar a cachorra pra tosar, eu falei pra ela me esperar que eu ia junto. Fomos. Ela não tinha coragem de olhar na minha face, tudo que ela fazia era tremer. Sempre que eu tentava falar ela me pedia pra me calar. Eu me calava por um tempo…

 

Não demorou muito, nos sentamos num banco perto do mercado e começou a discussão. Ela gritando comigo e eu tentando dizer qualquer coisa que eu podia. O meu pai apareceu, conversamos, ele não gritou comigo, ele tentou entender “porque” eu fazia oque fazia…

Aí voltei a minha mãe, o estado de nervos dela era tão grande que ela desmaiou. Nessa esperamos ela acordar e a colocamos no carro do meu pai… Voltamos pra casa, meu pai foi trabalhar e eu fiquei com ela, coloquei-a na cama (semiacordada) e fui tomar um banho.

Ela ainda estava catatônica quando a empregada chegou em casa, e ao sair do banho encontro a minha mãe no chão, boto uma cueca e a levo pro sofá. ela ainda catatônica por uns instantes. Ela tentava levantar, sem falar nada e eu não deixava, até que ela fez mais força e se levantou. Ela parou na frente da porta e começou a urinar (sim, nas calças).

Aí foi a hora que junto a empregada, lhe dei um banho e lhe vesti, enquanto chamava um taxi pra levá-la a um hospital. Enquanto esperávamos, ela falava coisas como se matar, para ver a mãe dela, e o tio dela (a minha avó morreu tem um pouco mais de um mês). Devo admitir que esse pensamento, de deixar pra trás o mundo, por um momento, chegou a me infectar também, mas eu só ficava ao lado dela, já em desespero eu mesmo…

Na emergência e ela foi medicada enquanto eu espero do lado de fora. Depois de um tempo o médico me chama pra vê-la, ela não se lembra de nada após nos sentarmos láaaa no inicio do texto, quando meu pai falava comigo. Contudo, ela já se sentia melhor, estava consciente, e voltaríamos para casa. Ela quis ir andando(o hospital é razoavelmente perto de casa), mas no meio do caminho, ela sentiu fome e fomos almoçar. No almoço foi aquela tensão, ela sem coragem de me olhar nos olhos, enquanto eu só queria que ela me ouvisse, coisa que em nenhum momento ela fez.

No dia seguinte, ela entra no meu computador, vasculha o meu facebook e vê as conversas, ela fez questão de ligar para os pais de todos os meus amigos com quem eu tive em algum momento uma conversa sobre a erva. Saímos de casa de novo, fomos ao mercado… ela receosa em falar comigo, e eu tentando dialogar… ela então começa a gritar, que eu traí a confiança dela, etc etc, e que vai bloquear a minha conta no banco, e que vai cancelar o cartão de crédito, etc. Eu falo que essa não é a maneira de resolver o problema, e ela responde que essa é uma das maneiras.

Retruco falando que ela não pode fazer isso, e se eu fiz algo, eu fiz pois tenho o direito de fazer. Para ela foi a gota d’agua. Ela começa a me acertar na face, no meio da rua, tapas na cara, repetidos, enquanto eu permanecia imóvel. Talvez tivesse sido divertido para os que viram a cena… Após isso ela foi pra um lado da rua enquanto eu voltava pra casa a pé. Chegamos em casa juntos(ela pegou uma kombi), eu fui tomar um banho(fui de cueca mesmo, porta aberta, enquanto ela ficava na porta do banheiro gritando comigo). Ela veio com o papo de que eu morava na casa dela, e que eu deveria apenas obedecer e etc.

Durante a tarde, eu a chamei para assistir alguns filmes, tipo “Quebrando o tabu”, ou “Bicho de sete cabeças”, mas ela olhou para a minha cara, proferiu: “EU LÁ VOU VER ESSES FILMES DE MACONHEIRO!?”, e voltou a não ter uma conversação normal comigo.

É, meus camaradas, a situação esta complicada. O único familiar importante que tenho é ela, meu pai nunca morou comigo nem fazia muita questão de me ver, e isso me acontece…

Relato de um leitor enviado para redacao@hempadao.com



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