O Cânhamo confunde os Teste de Urina! [OnJack Ed. 222#]

OnJack

hempadao 27 maio, 2013

Segundo o general McCaffrey, me­diante testes à urina e ao cabelo de candidatos a empregos, empregados, condenados em regime de liberdade condicional ou pena suspensa, e reclu­sos, é possível determinar se estas pes­soas comem sementes ou rebuçados de cânhamo ou mesmo se usam shampoo de cânhamo. A racionalização de McCaf­frey para a proibição de produtos de cânhamo é que eles invalidarão os a­tuais procedimentos de despistagem de THC ao criarem resultados falsamente positivos.

Como as empresas gastam milhões de dólares em detectores de drogas, os quais deixarão de ser fiáveis, nega-se ao públi­co americano aquela que é a mais saudável de todas as fontes alimentares, além da melhor fonte de papel, combustível e fibra existente na Terra, enquanto outras nações estão a fomentar o uso desta benção divina melhorada pela Natureza para uso de seres humanos e aves.

A pesquisa positiva sobre a maconha foi deliberadamente proibida nos Esta­dos Unidos desde Dezembro de 1976. Outros países no mundo estão a cons­tatar os benefícios médicos da maconha e tomaram consciência de que as pesqui­sas devem continuar.

Em 11 de Novembro de 1998, o Comitê Seleto da Câmara dos Lordes sobre Ciência e Tecnologia, num relatório intitulado "Cannabis, as Provas Científicas e Médicas" (9º Relatório, Documento 151 das Sessões de 1997-98 da Câmara dos Lordes), fez recomendações no sentido de "serem empreendidos urgentemente testes clínicos da cannabis para o trata­mento de esclerose múltipla e dor crôni­ca", acrescentando que "o governo deverá dar passos no sentido de transferir a can­nabis e a resina de cannabis da Cláusula 1 para a Cláusula 2, de forma a permitir que os clínicos receitem preparações apropriadas de cannabis, embora como remédio não-licenciado e com base nas doenças referidas, e que os clínicos e farmacêuticos forneçam a droga receitada". Mantendo-se alinhado com a política e prática dos EUA, o governo do Reino Unido rejeitou o relatório dos Lordes. Apesar da rejeição inicial, em Abril de 2000 tiveram início os testes clínicos de diversas formas de cannabis no trata­mento de dores crônicas.

Em Março de 2000, as recomendações da Câmara dos Lordes foram confir­madas pelo anúncio feito pela Pharmos, uma empresa farmacêutica israelita, de que o dcxanabinol. um constituinte da maconha, pode proteger as células cere­brais saudáveis após uma trombose ao bloquear a produção de glutamato, um neurotransmissor venenoso.

No Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA (NIMH), em Maryland, uma equipe liderada pelo biólogo de origem britânica Aidan Hampson descobriu que a ação de dois componentes ativos da cannabis, os compostos chamados THC e cannabidiol. impede a ocorrência de lesões em culturas de tecidos cerebrais. (Ham­pson, A.L, et aL, 1998. O cannabidiol e o telrâhidrocannabinol são antioxidantes neuroprotectores; atas da Academia Na­cional de Ciências 95.7 de Julho.)

Os resultados sugerem que o cannabi-diol poderá vir a ser usado no tratamen­to de outras perturbações neurológicas, tais como as doenças de Parkinson e de Alzheimer.

O NiMH informou que o fumo de maconha é o único medicamento atual­mente conhecido na Terra capaz de evitar completamente as lesões cerebrais resul­tantes de tromboses, (1) ao causar o alarga­mento das artérias e permitir que virtual­mente qualquer coágulo flua inofensiva­mente através do cérebro, e (2) ao impedir produção de glutamato, que envenena e mata as células cerebrais após o alojamen­to do coágulo sanguíneo.

Cerca de 600.000 americanos sofrem tromboses todos os anos, enquanto a nível mundial mais de 5 milhões de pessoas são vitimadas anualmente por tromboses, traumatismos cranianos ou outras con­dições associadas à morte de células cere­brais. Dos 5 milhões de casos, cerca de 350.000 ocorrem durante ou logo após uma operação, devido ao espessamento do sangue e à diminuição do ritmo metabóli­co resultante da anestesia, etc. E todavia, dar uma única passa num cigarro de ma­conha logo após uma trombose pode impedir as severas lesões que são suscetíveis de ocorrer. Mesmo a "erva brava" do Iowa eliminará os efeitos secundários em 95% das tromboses, reduzindo pratica­mente a zero a paralisia, perda de fala e coma decorrentes. As tromboses são a ter­ceira causa de morte nos Estados Unidos.

Cerca de cento e cinquenta mil pessoas morrem por ano nos Estados Unidos co­mo consequência de tromboses ou com­plicações delas derivadas! Este número poderia ser teoricamente reduzido para 7500 mediante o uso de maconha medicinal. Outras 150.000 pessoas ficarão parali­sadas, total ou parcialmente, e deverão usar bengalas ou muletas. Tudo porque não tiveram acesso a um charro logo a seguir à trombose. A marijuana é o único remédio na Terra que PÁRA as lesões decorrentes de uma trombose, em cima da hora, em um segundo! Os medica­mentos agora usados demoram seis ho­ras ou mais a começar a agir, e por essa altura os estragos já foram feitos.

Por outras palavras, quando se desencadeia uma trombose, poucas lesões ocorrem; as lesões severas devem-se à permanência prolongada do coágulo, e só a erva pára os estragos em cima da hora.* Em Março de 1999, o Relatório do Ins­tituto de Medicina (IOM) afirmava que não existe "qualquer alternativa clara pa­ra as pessoas sofrendo de enfermidades crónicas passíveis de ser aliviadas fu­mando-se marijuana, tais como dores ou a debilidade causada pela AIDS"!

*Em Março de 2001, a empresa israelita de biotec­nologia 1’harmos anunciou a identificação iminente de um novo composto de cannabis que é "cinco a dez vezes mais eficaz" para tromboses do que o dexanabinol sintético que a companhia está a desen­volver, o primeiro medicamento para tratar trauma­tismos cerebrais. Ambos os compostos mimetizam os efeitos da cannabis natural. (N. do T.)

Os oponentes da maconha medicinal têm vindo a afirmar que ela não devia ser usada medicamente por ser "viciante". Este argumento é completamente irrele­vante, dado que na medicina usam-se muitas drogas altamente viciantes. Mais, no seu relatório, o IOM informa que o potencial viciante da marijuana não é significativo, assinalando que "poucos utilizadores de marijuana desenvolvem dependência", e se há sintomas de absti­nência eles são "leves e passageiros".

O OnJack publica, semanalmente, trechos da tradução do livro de Jack Herer, The Emperor Wears no Clothes.



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