Maconha pode diminuir risco de câncer na bexiga, diz estudo

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hempadao 16 maio, 2013

Fonte: Terra

Pessoas que fumam maconha podem estar menos propensas a ter câncer de bexiga do que aquelas que fumam cigarros, apontou um estudo publicado pelo jornal Huffington Post. Pesquisadores norte-americanos compararam o risco da doença em mais de 83 mil homens, com idades entre 45 e 69 anos, ao longo de 11 anos, que fumavam apenas cigarros, só maconha ou as duas substâncias.

De acordo com o autor Anil A. Thomas, membro do departamento de urologia no Kaiser Permanente Medical Center em Los Angeles, o uso da maconha foi associado a uma redução de 45% na incidência de câncer de bexiga. ”Enquanto o de tabaco foi associado a um aumento de 52% no mesmo órgão", complementa. A ligação, segundo ele, não prova uma relação de causa e efeito. “No entanto, a teoria é que existem receptores na bexiga que são afetados pela cannabis."

A pesquisa segue um outro estudo de médicos do California Pacific Medical Center, em São Francisco, que afirma que um composto derivado da maconha poderia parar metástase em muitos tipos de câncer agressivo, incluindo os de mama, cérebro e próstata. Enquanto os cientistas continuam a explorar os benefícios de saúde de planta proibida, algumas constatações parecem ecoar o que usuários de maconha medicinal informalmente dizem sobre a cura por meio da erva.

De acordo com a publicação, no início deste mês, Bill Rosendahl, um vereador de Los Angeles, postou um vídeo no YouTube anunciando que está vencendo a luta contra o câncer em grande parte graças ao seu uso de maconha medicinal. "A maconha medicinal salvou minha vida", disse ele.

Controvérsia

Por outro lado, um estudo da Escola Keck de Medicina da Universidade do Sul da Califórnia descobriu uma ligação entre o uso de maconha e um risco de aumento de câncer de testículo.

Segundo o Huffington Post , a controvérsia sobre as aplicações médicas da cannabis levou a Associação Médica Americana em 2009 a recomendar que os legisladores reclassificassem a maconha para permitir mais pesquisas científicas em seus potenciais usos médicos. A erva, no entanto, continua classificada como substância controlada perigosa, ao lado de heroína e LSD.



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