“Legalizando o voto” – Com Henrique Andrade

Não tapa, mas Chapa

hempadao 26 setembro, 2016

“Não Tapa, Mas Chapa – Por Michael Meneses

O Único Maconheiro do Mundo que Não Fuma Maconha”

EM: “LEGALIZANDO O VOTO” – Com Henrique Andrade

Fazendo uso da vivência e experiência de alguém que se criou no subúrbio carioca, ama esportes e é profissional de informática, Henrique Andrade é candidato a câmara de vereadores do Rio de Janeiro pelo Partido NOVO, o então mais “novo” partido brasileiro. Conheça mais sobre Henrique Andrade e o Partido Novo em mais um capitulo da série Legalizando o Voto:

1 – Quem é o candidato Henrique Andrade (História e Propostas) e por que optou pelo Partido NOVO?

HENRIQUE ANDRADE: Obrigado pela oportunidade de me apresentar para os leitores do Hempadão. Sou carioca, tenho 32 anos, e atuo nas áreas de educação, tecnologia e inovação como professor, pesquisador, programador e nas horas vagas jogo basquete e toco baixo. Quem me conhece sabe como sempre me interessei muito por política e, da mesma forma que boa parte de vocês, nunca confiei em políticos. Até que um dia fiquei sabendo de um grupo de cidadãos que estava tentando criar um partido chamado NOVO. Eu, como bom curioso que sou, entrei no site e fui ler o que eles tinham a dizer. Confesso que fui um tanto quanto cético ao ler que entre as bandeiras do partido estavam valores como liberdades individuais e livre mercado e, inclusive, o posicionamento contrário ao uso de dinheiro público por partidos e ao carreirismo político. Então resolvi participar de alguns encontros e debates com pessoas do partido e, após esse contato pessoal, passei a acreditar que os valores eram reais, não apenas “textos bonitos” e me filiei. Como candidato irei defender principalmente tópicos relacionados à redução de regalias dos políticos, diminuição e melhor distribuição dos impostos e transparência total na gestão pública, além de trazer minha experiência na área de TI para defender melhores práticas de governança, como a utilização de dados abertos e sistemas interoperáveis, como também a implementação da cultura da colaboração dentro da prefeitura obrigando a publicação em domínio público de tudo que for produzido com verba pública.

2 – Você é jogador de basquete, torcedor fervoroso do Campo Grande A.C., clube da Zona Oeste carioca e Professor/Pesquisador na área de Informática, como você acha que o esporte tão em evidência no Rio de Janeiro com as olimpíadas e a informática em evidência com as Redes Sociais pode agregar valores à sociedade carioca?

HENRIQUE ANDRADE: As Olimpíadas foram uma festa linda, porém repleta de abusos como sempre acontece em grandes jogos. Dentre esse abusos, que vem desde a época do PAN-2007, podemos citar o drama de vários moradores da cidade que foram removidos de suas casas para dar passagem aos jogos, o fechamento de uma praça esportiva tradicional da cidade; o Autódromo de Jacarepaguá, a destinação de verbas do esporte para o alto-redimento e não para a base, e a falta de transparência nos gastos públicos. Hoje não sabemos nem dizer quanto os jogos custaram para a prefeitura do Rio, pois o detalhamento das contas não está público. A popularização da informática e das redes sociais são fatores decisivos para mudarmos essa situação. Hoje populações marginalizadas, que não têm acesso a espaços na mídia tradicional, podem apresentar sua versão para os fatos e fazer denúncias ao vivo com um celular na mão. Além disso, plataformas de dados abertos podem nos permitir acesso direto às contas públicas, permitindo que a fiscalização seja total. Para isso acontecer irei encaminhar um projeto de lei que obrigue a prefeitura a publicar na internet em domínio público toda sua produção, dando à população acesso não só às contas públicas, como também a pesquisas, estudos, materiais didáticos e softwares, criando no carioca a cultura de que tudo que foi pago com dinheiro público deve ser de livre acesso, e permitindo que esse material seja utilizado por qualquer um para a criação de novos estudos, softwares ou negócios.

3 – Nós do Hempadão sabemos que o um Vereador, assim como diversos políticos pouco podem fazer sobre a discriminalização da Maconha, mas que todo ser humano pode fazer algo em prol do fim do preconceito e discriminação para usuários de cannabis e outros grupos que sofrem preconceitos de ideias. O que o Candidato Henrique Andrade e o partido NOVO pensa sobre a legalização da Maconha!?

HENRIQUE ANDRADE: Entendo que a liberdade individual de todo cidadão deve ser respeitada sempre, e que a proibição é um absurdo. Além de garantir o direito à livre escolha de cada indivíduo, a liberação traria segurança para essas pessoas, que poderiam comprar sua maconha de empresas que terão seu controle de qualidade, enquanto estarão movimentando a economia e gerando empregos formais. Se olharmos para o exemplo do estado do Colorado, que tem uma população menor que a cidade do Rio de Janeiro, em um ano fiscal foram arrecadados 272 milhões de reais em impostos com a maconha. Essa nova fonte de renda, que hoje está na ilegalidade, poderia permitir que nossos governos equilibrassem as contas públicas e cobrassem impostos menores de todos os setores. Já o Partido NOVO, que completou semana passada um ano de vida, ainda não tem uma posição deliberada sobre o tema, mas posso indicar que de forma mais genérica um dos valores do partido é a defesa de “Liberdades individuais com responsabilidade”. Em termos práticos, se tivermos uma votação hoje sobre o tema, cada filiado do NOVO estará livre para interpretar os valores do partido e votar conforme seu entendimento pessoal.

4 – Você é morador da Glória, bairro localizado entre a Zona Sul e Centro do Rio, porém foi criado em Campo Grande no subúrbio carioca. Como essas regiões de realidades tão distintas do Rio de Janeiro lhe inspiram para lidar com questões de politicas sociais?

HENRIQUE ANDRADE: Desde adolescente, meu amor pelo basquete e pela música me levaram a rodar de trem e ônibus por todos os bairros da cidade. Sempre achei incrível como o município do Rio tem várias “cidades” distintas dentro dele. E toda essa diversidade me leva a ter a certeza de que nenhum político pode achar que tem a “fórmula mágica” para resolver todos os nossos problemas. A região central da cidade conta com uma urbanização que vem sendo aprimorada desde o século XVI, enquanto a Zona Oeste deixa de ser uma zona rural somente no final do século passado. O planejamento urbano da cidade deve ser feito levando em consideração as diferentes histórias e trajetórias de distintas regiões da cidade, com soluções específicas para suas necessidades. Quando foi realizado em 2010 o último Censo, o bairro de Campo Grande já possuía 328 mil moradores e se somarmos as populações de Paciência, Cosmos, Inhoaíba, Guaratiba, Santíssimo e Vasconcelos, a “micro-região” de Campo Grande passa de 750 mil habitantes. Se fosse um município independente seria o 24º maior do Brasil, com mais habitantes que 10 capitais estaduais! Esses números deixam claro que, essa região sozinha, já merece um planejamento digno de uma capital. Todo o planejamento de mobilidade urbana, como a implantação de transportes de alta capacidade e a abertura de vias expressas, deve levar em conta o deslocamento dessa população dentro da região, e não apenas o acesso ao centro do Rio, pois de nada adianta ter o trem de um lado e o BRT do outro, se levamos mais de 1 hora atravessando o bairro para chegar neles.

5 – Deixe sua mensagem final e diga o por que o eleitor deveria votar em Henrique Andrade como Vereador do Município do Rio de Janeiro?

HENRIQUE ANDRADE: Novamente agradeço pelo espaço. Votar em mim é importante pois precisamos de vereadores comprometidos com a cidade e não com sua carreira política. No primeiro dia de mandato irei abrir mão de todas as verbas adicionais (como os 1 mil litros mensais de auxílio gasolina) que um vereador tem direito e de 75% dos assessores que eu poderia nomear. Só com essa iniciativa meu gabinete irá economizar mais de R$ 5 milhões de reais do dinheiro público. Além disso, pouca gente sabe, mas em uma eleição para vereador os 2 primeiros dígitos de um candidato são a parte mais importante do número dele. Esse é o número do partido. Na hora da apuração, primeiro esse número é somado para saber quantos vereadores aquele partido vai eleger, para somente depois serem apurados quantos votos aquele candidato teve. Dessa forma, quase sempre quando você vota em alguém, acaba na verdade ajudando a eleger o político mais popular daquele partido. Votando em mim você estará votando no Partido NOVO, e ajudando candidatos que nunca foram políticos, são ficha limpa e passaram por um processo seletivo, evitando ter uma surpresa desagradável na hora da apuração.

Para saber mais sobre minhas propostas, acesse meu site, meu facebook ou fale comigo pelo WhatsApp (021-96580-0021). Meu nome é Henrique Andrade, meu número é o 30021. Vamos mudar?



Uma resposta para ““Legalizando o voto” – Com Henrique Andrade”

  1. Ganja disse:

    É muito bla bla bla.

    Estou de saco cheio dessa cambada.
    É fácil falar qualquer coisa pela internet.
    Não queremos palavras, queremos ações.
    4 Palavras e resumiria melhor.
    O mais importante é se fará algo mesmo ou não.

    Todos prometem mil coisas, mas, qual é o cidadão que trabalha para pagar as contas que tem tempo de ir lá comprovar o que foi feito?

    Entendam pessoal, política não foi feita para ser simples, o tempo que levaríamos para entende-la seria tão grande que é justamente por isso que eles querem que o negócio seja um saco, para que não possamos se meter com eles, ou não tenhamos tempo.

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