“LEGALIZANDO O VOTO”: com Dani Fenta

Não tapa, mas Chapa

hempadao 12 setembro, 2016

“Não Tapa, Mas Chapa”, por Michael Meneses

O Único Maconheiro do Mundo que Não Fuma Maconha!

EM: “LEGALIZANDO O VOTO” – Com Dani Fenta

Olá amigos do Hempadão e da coluna “Não Tapa, Mas Chapa”! Diante desse clima conturbado em que se encontram a política no Brasil resolvi entrevistar alguns candidatos que disputam as eleições 2016 espalhados pelo país. Não só tentarei entrevistar apenas quem “acende” a bandeira da cannabis, como também candidatos cujo “fogo” de lutas são outros na busca por uma sociedade justa, pois acredito que se faz importante conhecer políticos, partidos e ideias.

“A Onda” não é fazer campanha para os “X do THC” ou aos “Y da Repressão”, mas sim “socializar” conhecendo propostas e candidatos, sejam eles favoráveis ou não a descriminalização. Até porque, mesmo EU não “Dando Um Dois” sei que não cabe a um Vereador ou Prefeito Legalizar/Discriminalizar a erva em suas cidades. Contudo, reconheço que o tema tem início com diálogos inteligentes, que começam dentro de nossa casa e se estendem aos municípios, estados, países e suas fronteiras.

Não irei segurar a “ponta”, “passarei a bola” para candidatos de diferentes visões pelo Brasil e com perguntas sempre parecidas, afim de não favorecer a nenhum deles. Afinal, acredito que por mais utópico que seja vale apena acreditar e ter esperança em política de igualdade, mesmo que na política nem sempre se pense nesse tal ideal.


Abrindo essa série na coluna, conversei com Dani Fenta, que vem de Guadalupe, na Zona Norte carioca e é candidata a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro pelo PSB.

1 – Quem é Dani Fenta e porque optou pelo PSB?

Dani Fenta: Sou uma jovem que luta pelo o que acredita, não se abate frente  diversidades e que gosta de desafios, tenta sempre sair por fora da curva do sistema, que ama circular pelo Rio de Janeiro, fazer amigos, conhecer novas histórias… Sempre gostei de política e no ano de 2013, recebi alguns convites para participar de espaços partidários. Fui bastante reativa! Afinal sempre acreditei que a política deveria ser independente e entrar para um espaço partidário seria contra tudo que acreditava, mas percebi que talvez fosse esta a forma mais eficaz de levar meus pensamentos às pessoas e potencializar isto em forma de políticas públicas de maneira efetiva. Encontrei na figura de Miguel Arraes um grande líder, embora ele não esteja mais presente em corpo físico, seu histórico de luta pela garantia de direitos trabalhistas dos trabalhadores rurais, a sua criação do movimento de cultura popular acenderam uma chama em meu peito de esperança. Já tinha visto de perto o poder transformador da educação e da cultura na vida das pessoas por ter trabalhado na área cultural, educação e na indústria criativa, logo, sei da importância disto. Você imagina o que ele não deve ter enfrentado há 50 anos? Altamente inspirador, altamente motivador num cenário de crise de lideranças políticas, além de concordar com os programas de políticas públicas do partido, assim decidi pelo PSB.

2 – Você é de Guadalupe, bairro do subúrbio carioca situado na Zona Norte carioca, não muito longe da Zona Oeste e de alguns municípios da Baixada Fluminense. Guadalupe é um dos bairros mais carentes da cidade do Rio de Janeiro. Quais medidas politicas podem ser feitas para melhorar a qualidade de vida em comunidades carentes como Guadalupe espalhadas pelo Rio de Janeiro e Brasil!?

Dani Fenta: Diversas medidas políticas podem e devem ser tomadas. No meu sitewww.daniellefenta.com.br  apresento minhas propostas a nível municipal. A grande verdade é que se precisa de vontade dos gestores públicos. É necessário investir na educação para colhermos a médio e longo prazo em todas as áreas. Não cabe a mim em nível de competência e tão pouco posso prometer isto, mas na minha visão o certo seria criar em cada comunidade o que chamo de CDL – CENTRO DE DESENVOLVIMENTO LOCAL. Em cada CDL haveria um assistente social, um psicólogo, um repassador de oportunidades para o bairro, ou seja, os moradores da região teriam acesso direto as oportunidades de emprego de cada região. Quem tivesse aptidão para ser empreendedor teria um suporte, quem tivesse que se qualificar o próprio CDL ajudaria nesta qualificação, os jovens poderiam fazer testes vocacionais. Em paralelo, priorizar a qualidade de ensino nas regiões das comunidades, desenvolver parcerias com coordenadores pedagógicos e artistas para humanizar o dia a dia nas regiões afetadas e acima de tudo um choque de enfrentamento no básico saneamento, higiene e limpeza com multa aos órgãos competentes que não estiverem prestando de maneira correta os seus serviços. Não basta o governo fazer sua parte, a população precisa tomar emponderamento e preservar. Há locais que as pessoas jogam lixos sem pensar nas consequências, então cabe a distribuição de cartilhas de conscientização local e muita mídia. Quem já estudou administração sabe da importância de um local de trabalho organizado e limpo, pois isto reflete diretamente no comportamento dos funcionários e na eficácia deles. Além disso, um local limpo ajuda a evita a propagação de bactérias que podem prejudicar a saúde. Não vem a ser muito diferente em bairros. Acredito que uma mudança de comportamento, muita informação para as pessoas e vontade dos agentes públicos poderemos mudar a situação das comunidades as regiões carentes para regiões potentes. O carioca pode contar comigo neste desafio no que tange ao trabalho do vereador e também com ideias para ajudar a influenciar positivamente outras áreas ainda que não seja de minha competência. Eu amo o Rio de Janeiro e vejo cada parte como uma extensão da minha casa. Você joga papel no chão da sala da sua casa? Então, você precisa jogar papel fora da lata do lixo? Você precisa receber uma multa para não jogar o lixo no chão? Entende? Falta o sentimento de pertencimento não apenas nas comunidades carentes, mas nas áreas urbanas. É preciso mudar a cultura para podermos avançar e com políticas públicas eficazes conseguiremos dar um giro de 360 Graus nesta história.

3 – A equipe do Hempadão sabe que um Vereador, assim como diversos políticos, pouco podem fazer sobre a descriminalização da Maconha, mas que todo ser humano pode fazer algo em prol do fim do preconceito e discriminação para usuários de cannabis e outros grupos que sofrem preconceitos de ideias. O que a candidata Dani Fenta pensa sobre a legalização da Maconha!?

Dani Fenta: A legalização pode ser um caminho, mas só podemos fazê-lo com políticas públicas de prevenção, instrução e conscientização. Hoje, o SUS teria condições de suprir as demandas ocasionadas pela liberação? Precisa-se abrir o diálogo em todas as esferas politicas. Colocando todos na mesa; Secretários da saúde, segurança, educação, usuários e pessoas que utilizam a canabis para tratamento médico. Conheço pessoas bem sucedidas que utilizam a canabis para ter inspiração, relaxar e são país de família, mas já conheci pessoas que usam toda hora e não conseguem produzir nada. Vivem isoladas e sem conseguir equilibrar a vida. O álcool mata mais que a maconha e os dados estão aí. Na minha visão, antes de poder ingerir qualquer substância seja legal, ou ilegal, todos deveriam saber seus limites. De qualquer maneira, sou contra qualquer tipo de preconceito. Todos possuem o livre arbítrio quem usa maconha usará proibida, ou não. Mas a grande questão é; As pessoas tem autoconhecimento para usar substâncias legais, ou não? Existem pessoas descontroladas que tomam uma cerveja e agridem outras sejam verbalmente, ou fisicamente. O diálogo é urgente e precisa ser construído, mas de maneira alguma criminalizar o usuário será uma solução.

4 – Infelizmente ainda existe muito preconceito por parte de políticos e eleitores com a participação de mulheres na politica, mesmo o Brasil já tendo eleito uma mulher à presidência. Como você vê esse preconceito, muitas vezes partindo das próprias mulheres?

Dani Fenta: Vejo com bastante tristeza, mas compreendo por estamos inseridos dentro de uma sociedade que segrega as pessoas e tem ranços machistas. No dia a dia, foi necessário criar uma lei de cotas para as mulheres terem mais voz E representatividade. Percebe? Precisamos incentivar, emponderar, dar voz e disseminar uma nova cultura onde a mulher tenha voz e representatividade. Eu sou mulher, jovem e sei das dificuldades que passo. Estou nesta luta para que no futuro outras mulheres possam ter o caminho mais fácil. Não podemos nos abater frente às dificuldades e ocupar espaços com voz e representatividade com voz e resistência.

5 – Deixe sua mensagem final e diga o por que o eleitor deveria votar em Dani Fenta como vereadora do Município do Rio de Janeiro?

Dani Fenta: O eleitor deve votar em mim Dani Fenta 40999, pelo fato de ter determinação garra e vontade de lutar em tudo que faço. Levarei isto para dentro do política com o intuito de dinamizar o setor público, ter uma gestão participativa e democrática.

Gostaria de ver a entrevista com o seu candidato aqui? Entre em contato com Michael Meneses!  – paraybarecords@hotmail.com



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *




Papelito
Banner Sedina