Ideia é recuperar cultivo de Cânhamo para fins industriais em Portugal! [CannaBusiness 212#]

CannaBusiness

hempadao 20 março, 2013

por DN Portugal

 

A ainda embrionária Cooperativa para o Desenvolvimento do Cânhamo (Canapor) pretende esclarecer a população sobre o potencial industrial da planta e recuperar a utilização para fins como a construção civil ou papel, segundo um dos fundadores.

Em declarações à Lusa, um dos responsáveis pela constituição da Canapor Manuel Duarte disse que entre os objetivos de uma série de iniciativas – como a criação da cooperativa e o lançamento de uma petição que conta com perto de 500 assinaturas – inclui-se o desejo de que haja cultivo de cânhamo em Portugal, como já houve anteriormente, em particular para fins têxteis.

Manuel Duarte, proprietário da única loja nacional dedicada em exclusivo à venda de produtos derivados de cânhamo como roupa ou cosméticos, mas também alimentação e bebidas, lamenta ter que importar todos os produtos que possui no estabelecimento e refere que o interesse pela planta advém de esta ser “muito versátil e altamente rentável a todos os níveis”.

Em Portugal, o Gabinete de Planeamento e Políticas (GPP) do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território refere que “não tem elementos sobre o atual nível de produção de cânhamo em Portugal”, sendo esse cultivo inexistente, de acordo com dados do recenseamento de 2009.

Manuel Duarte, de 54 anos, tem-se deparado com um problema na procura por terras de cultivo: “Alguns proprietários retraem-se porque falamos abertamente sobre qual é a cultura. Não só não conhecem, mas estão mal informados. Outros não nos podem alugar porque têm as terras em pousio”.

De acordo com um documento do GPP, quem quiser produzir cânhamo deve certificar-se de que a variedade em causa está inscrita no catálogo comunitário, de que a semente está certificada, tem também que fazer um aviso à Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, possuir uma declaração de análise em como a semente tem um nível de tetrahidrocanabinol (substância responsável pelos efeitos psicoativos da planta) abaixo de 0,2% e comunicar o cultivo à Polícia de Segurança Pública e Guarda Nacional Republicana local.

Para o grupo com intenções de avançar já nos próximos meses para o cultivo da planta, o fim mais provável vai ser a conversão do cânhamo em fibra para uso na construção civil, revelou Manuel Duarte.

O GPP alertou, em mensagem enviada à Lusa, que “não havendo unidades de transformação a produção primária pode ser inviabilizada” e lembra que “o cânhamo foi uma cultura que teve alguma relevância no período de finais dos anos 1990, altura em que tinha um apoio à sua produção para obtenção de fibra assim como apoio à transformação”.

Da parte do GPP é referido que tem havido vários pedidos de informação sobre a cultura de cânhamo, “sobretudo esclarecimentos dos requisitos e exigências associadas a esta cultura pela sua especificidade legal”.



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