Hormônio natural pode bloquear efeito da maconha no cérebro

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hempadao 4 janeiro, 2014

Fonte: Zero Hora

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Um hormônio natural age como defesa espontânea diante dos efeitos causados pela maconha no cérebro e pode se tornar uma nova arma contra a dependência a esta droga, informaram cientistas nesta quinta-feira.

Um grupo de especialistas franceses descobriu, estudando os efeitos da maconha em ratos de laboratório, que o hormônio esteroide pregnenolona reduz a atividade de uma molécula particular do cérebro denominada receptor canabinoide do tipo 1 (CB1).

A princípio, na se acreditava que este hormônio desempenhava qualquer papel significativo, mas descobriu-se que ele cancela o efeito causado pelo THC, o ingrediente psicoativo da maconha, segundo Pier Vincenzo Piazza, do Instituto Francês de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM).

A descoberta "poderá levar a novos enfoques para tratar da dependência à maconha e permitir aos pesquisadores isolar as propriedades médicas da cannabis, enquanto bloqueiam seus efeitos no comportamento", destaca a revista Science, na qual o estudo foi publicado.

Os pesquisadores descobriram este papel do pregnenolona ao administrar grandes doses de cannabis em ratos de laboratório, de três a dez vezes maiores que as geralmente consumidas por usuários da droga, disse Piazza à AFP.

As altas doses de cannabis elevaram os níveis de pregnenolona do cérebro, que bloquearam os efeitos nocivos do THC neste órgão.

Os pesquisadores também fizeram testes de laboratório com células humanas que mostraram um efeito de bloqueio similar.

"Esperamos poder iniciar os testes clínicos em humanos no prazo de um ano a um ano e meio", disse Piazza.

Se o efeito do pregnenolona for confirmado, será "a primeira terapia farmacológica para a dependência da cannabis", destacou Piazza.

Ao menos 147 milhões de pessoas, em todo o mundo, consomem maconha, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Produtos a base de cannabis podem aliviar os sintomas da depressão, glaucoma, espasmos e enjoos associados ao câncer e à Aids, mas também afetam o desenvolvimento do cérebro, a memória, a função pulmonar e podem provocar dependência.



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