Farmacêuticos questionam negócio da maconha estatal no Uruguai

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hempadao 26 junho, 2017

Os farmacêuticos do Uruguai se mostram céticos sobre a rentabilidade da venda de maconha sob o controle do Estado, segundo declarações difundidas nesta segunda-feira.

Os donos de farmácias, locais onde se deveria vender a maconha com fins recreativos no âmbito de uma lei de regulação aprovada em 2013, se mostram preocupados pela quantidade de inscritos no registro que permitirá o acesso à maconha estatal, e a consequente viabilidade do negócio.

Fonte: Isto É

“Até agora não vimos nada concreto, não há um cronograma, não sabemos como vão preparar as pessoas que vão vender”, disse ao jornal El Observador Martín Álvarez, gerente geral da San Roque, uma das maiores redes de farmácias do Uruguai.

O governo anunciou que a venda de maconha em farmácias, que estará disponível para cidadãos e residentes legais que se inscrevam em um registro oficial, começaria em julho.

Desde que começou o processo de inscrição, em 2 de maio, 4.339 pessoas foram registradas, segundo dados do Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (IRCCA).

“Se temos 5.000 possíveis clientes disseminados por todo o país, e a maioria deles estaria em Montevidéu, teríamos apenas 10 ou 20 clientes por mês no interior, o que de nenhuma forma é negócio”, disse Álvarez ao jornal.

O presidente da Associação de Farmácias do Interior, que reúne os estabelecimentos fora da capital, Fermín Aguiñarena, disse à rádio local Carve nesta segunda-feira que “muitos (farmacêuticos) estão esperando para ver o que acontece (…) para se registrarem” ante o IRCCA.

“Precisamos fazer os cálculos”, afirmou Aguiñarena. O volume máximo mensal de compra de “40 gramas, a 0,30 de dólar, dá 12 dólares por mês. Isso tem que ser multiplicado pela quantidade de usuários. (…) Se forem 10 não dá resultado”.

O Uruguai aprovou uma lei de Regulação da Cannabis que habilita três mecanismos para ter acesso legalmente à droga: o autocultivo em casa, o cultivo cooperativo em clubes e a venda de maconha produzida por empresas privadas controladas pelo Estado através de farmácias, última etapa que resta para implementar completamente a norma.



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