Experiência de Viagem ao Marrocos – Parte 2!

Adão e Erva

hempadao 19 janeiro, 2017

Embarcados em um trem com um quê de charme, ao estilo, do século passado, deixando para trás os desérticos campos áridos de Marrakech.

Nas imundas janelas, pouco a pouco, a vegetação se transforma e ao chegar, as margens do mar em Casa Blanca, uma nova sociedade marroquina se desponta, dando adeus ao monocromático “salmão deserto”, para novos tons pastel e obviamente, branca. Entre Casablanca e Rabat, fumamos tranquilamente um Haxixe entre os vagões da primeira classe.

por Eric Gornik e Bebel da Bahia

Ao entrar aos pés da montanha do Riff aqui a vida floresce, em verdejantes campos, frondosas árvores, variadas hortaliças, e claro, tangerinas.

Chegamos a Fes, e pelas medinas nos perdemos, até que, bem alojados, em uma bela suíte com área especial, dentro do quarto, dedicada a degustar um Kiff. Muitos hotéis de Marrocos tem a opção de quartos para fumantes, e como as pontas não mentem – tenho certeza que não é de cigarros de tabaco que estes fumantes fazem uso.

Pelas proximidades da montanha do Riff, aqui o haxixe já possui qualidade muito superior que as encontradas em Marrakech, mas, claro, os preços, também, pouco mais salgados.

Desta vez demos sorte, ou não, mas, ao menos, pela historia que nos foi contada pelo jovem comerciante, foi que sua família tradicional marroquina, há seis gerações produz este haxixe de melhor qualidade, em Ketama, não encontrado em nenhum lugar do mundo, com tamanha originalidade e uma boa dose de safadeza, é claro!

Depois de um papo longo, caminhamos perdidos pelas vielas apertadas e vamos a uma loja de rendas, onde um dos seus compassas nos aguarda, e nos pede para esperar 5 minutos, onde nos oferece um chá de hortelã enquanto ele providencia, o tão esperado, Kiff marroquino.

Em três minutos e meio, o ofegante rapaz retorna, para faturar em cima dos gringos. Realmente traz algo de melhor qualidade, um Kiff mal prensado, de cor marrom claro, e vistoso brilho propiciado pelos cristais que reluzem a luz. Desmancha-se com facilidade, tornando-o um dourado pó, de gosto doce e aromas amendoados, com toque de terra.

Mal finalizamos a negociação, e já, sentados no terraço de um café assistimos o por do sol, observando as preces para Alah, e degustando um bom baseado enrolados nos famosos papéis, Zig Zag, de fabricação francesa, só vendida em Marrocos.

A experiência se torna única acompanhada de doces marroquinos de mel e amêndoas e um café ao estilo turco, para esquentar este frio fim de tarde nesta joia da África. Angariada as informações necessárias partimos nos próximos dias para as montanhas do Riff. Como disse aquele ditado: Se as montanhas do Riff não vão a Maomé (Mohammad), o Eric vai atrás do Kiff… ou algo assim.



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