E o Congresso piorou! Chama o STF!

Chapa2

hempadao 7 outubro, 2014

por Tales Henrique Coelho

Na semana passada eu imaginava escrever um texto bem diferente deste de hoje. Mas, infelizmente, o que parecia quase impossível aconteceu: o nosso Congresso Nacional piorou!

Votação histórica de Bolsonaro, eleição de José Serra para o lugar do progressista Eduardo Suplicy, além de figuras como Collor e Tasso Jereissati vão tornar a câmara e o senado lugares ainda mais conservadores. E a análise nem é minha. O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) já afirmou: este é o congresso mais conservador desde a redemocratização.

 

Aqui no Rio, nosso amigo Renato Cinco conseguiu mais que o dobro de votos (quase 38 mil) que em sua última eleição, para vereador em 2012. No entanto, acabou não entrando porque ficou atrás de um tal Cabo Daciolo, militar, líder de um movimento grevista dos bombeiros com inclinações evangélicas. Vamos esperar para ver, mas a derrota de Cinco nos entristeceu.

Manifestações

Parece consenso afirmar que "as manifestações do ano passado não serviram pra nada" ou que "o tiro saiu pela culatra". Eu discordo. Acho que as manifestações foram muito importantes. Aqui no Rio, por exemplo, o deputado Marcelo Freixo teve quase 350 mil votos.

O que pode ter acontecido, é que, com as manifestações, a direita tenha botado a cara para fora e se unificado. O que explica os quase 500 mil votos de Bolsonaro por exemplo.

A lição que fica é que é preciso se organizar, apresentar e acreditar em projetos que não dependam só das eleições, mas que também não abram mão desse instrumento. As propostas progressistas precisam se unificar, para conseguir superar o poder econômico dos candidatos da ordem.

Em todos os estados, os votos nulos somados às abstenções seriam suficientes para levar governadores à vitória ou ao segundo turno. Imagina se houvesse uma mobilização para votar em candidatos progressistas?

Nos salve, STF!

A gente sempre soube que a mudança na política de drogas jamais sairia do Congresso, por seu caráter conservador. A nossa esperança já era, e continua sendo, o julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade da lei de drogas, que pode efetivamente descriminalizar o uso e o plantio no Brasil.



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