Drogas Ilegais X Drogas Legais! [OnJack Ed. #213]

OnJack

hempadao 25 março, 2013

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Nos anos 80, quando William Rehnquist, o principal juiz do Supremo Tribunal dos EUA (agora é bastonário da justiça), "passava pelas brasas" no tribunal – e enviava outros drogados para a prisão por causa dos seus maus hábitos –, ele estava alimentando um vício de oito doses de Placidyl por dia, o equiva­lente em dólares, "pedra" e efeito mental a um vício de heroína "pesado" de 70 a 125 dólares diários.

O Placidyl, primo do Quaalude, é co­nhecido por provocar um forte "down" sendo popular nos meios da droga devi­do à natureza plácida do seu efeito.

A dependência física e os efeitos men­tais do uso das drogas legais Placidyl, Dilaudad, Quaaludes, etc, são virtualmente idênticos aos dos amaldiçoados barbitúricos, ópio, morfina e heroína.Em essência, eles perturbam o equilíbrio de "endorfinas" (receptores e anuladores de dor) do corpo.

Rehnquist, de quem se dizia que usava Placidyl muito em excesso dos limites normais não tinha porém necessidade de roubar lojas de bebidas, assaltar fisicamente os seus concidadãos, ou cometer qualquer dos outros comportamentos anti-sociais atribuídos aos "junkies".

O seu vício era fácil de manter porque o Placidyl, além de estar disponível, era acessível aos seus rendimentos. O Placidyl estava também bem etiquetado quanto a pureza e dosagem, enquanto as pessoas viciadas em drogas proibidas devem desenvencilhar-se com "panflos" (sacos de droga) contendo substâncias cuja pureza — seja ela 5% ou 95% — é desconhecida. A grande maioria das sobredosagens de droga deve-se a este fator de pureza, que não é conhecido, regulamentado ou eti­quetado.

O governo reconhece que 80% das sobredosagens de drogas ilegais seriam provavelmente evitadas com etiqueta­gem e avisos apropriados.

 

UMA POLÍTICA BASEADA NA IGNORÂNCIA

No decurso das pesquisas que fizemos para este livro ao longo dos últimos 24 anos, conversamos com, e questioná­mos, senadores, legisladores, juízes, agentes da polícia, promotores públicos, cientistas, historiadores, vencedores do Prêmio Nobel, dentistas e médicos. To­dos conheciam fragmentos da história e dos usos da cannabis, mas virtualmente nenhum conhecia a maconha em pro­fundidade e na sua totalidade, à exceção de investigadores médicos que há muito estudavam a planta, tais como Ungerlieder e Mikuriya, entre outros, e de articu­listas como Ed Rosenthal, Dean Latime e o dr. Michael Aldrich.

Por exemplo, há 15 anos atrás, numa grande recolha de fundos para a NORML realizada na Califórnia em 1983, falamos em privado com o então líder da maioria no Senado, Tom Rutherford, do Novo México. Rutherford era um desta­cado político pró-marijuana desde há uma década, sendo à época provavel­mente a autoridade eleita melhor fami­liarizada com a questão da marijuana nos Estados Unidos. Perguntamos-lhe por que razão o governo não se decidia a legalizar a marijuana, em especial devido a tudo quanto sabíamos sobre ela em ter­mos médicos, industriais e históricos.

Ficamos chocados quando ele respon­deu que, tanto quanto sabia, não havia qualquer argumentação a favor da lega­lização da marijuana, exceto simples­mente de forma a acabar com a loucura que é criminalizar aquilo que na pior das hipóteses é um ilícito menor.

De modo que lhe resumimos entusias­ticamente os fatos e toda a história do cânhamo/marijuana, calculando que já devia ter ouvido parte dela. Mas Ruther­ford ficou literalmente de boca aberta com as coisas que estava a ouvir pela primeira vez. Quando acabamos, disse: "Se eu estivesse na posse desses dados, organizados e documentados tal como vocês acabaram de os expor, o governo, a polícia e o sistema judicial deixariam de perseguir a erva".

"Mas isso será mesmo verdade?" acres­centou.

Isto passou-se em Fevereiro de 1983. Aqui estavam políticos americanos que literalmente não sabiam o bastante sobre o cânhamo para encher com generalidades uma única página de um livro, alguns dos quais renunciaram a cargos públicos na era "diga não à droga" de Reagan, antes de terem aprendido o suficiente para apoiar publicamente o cânhamo/marijuana.

Mas agora são muitos os que sabem que o cânhamo é potencialmente o prin­cipal produto agrícola da Terra, que as leis atuais são totalmente injustificáveis, e que a posição do governo no tocante à ganzá é completamente falsa e incapaz de aguentar a luz simples da verdade.

O OnJack publica, semanalmente, trechos da tradução do livro de Jack Herer, The Emperor Wears no Clothes.



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