Com menos temor sobre os efeitos, uso de maconha aumenta nos EUA

Clipadão

hempadao 1 setembro, 2016

RIO — O uso de maconha aumentou nos EUA, e uma das razões pode ser que as pessoas estão vendo a droga como menos danosa, indica estudo publicado nesta quarta-feira no periódico científico “Lancet Psychiatry”. O levantamento analisou dados da pesquisa U.S. National Surveys on Drug Use and Health e alerta que em 2002, 10,4% dos entrevistados disseram ter feito uso da substância no ano anterior, percentual que subiu para 13,4% em 2014.

Fonte: O Globo

Os números mostram ainda que o percentual de adultos que afirmou ter experimentado a droga pela primeira vez no ano anterior subiu de 0,7% para 1,1% no mesmo período. Além disso, o índice de entrevistados que relatou fazer uso da maconha em média por cinco dias ou mais por semana subiu de 1,9% para 3,5%, valores que, em termos populacionais, representam 3,9 milhões de pessoas em 2002 e 8,4 milhões, em 2014.

— Eu espero que meus colegas médicos comecem a questionar seus pacientes se eles estão fazendo uso da maconha porque ela pode interagir com outros medicamentos e tratamentos — disse Wilson Compton, do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas. — O fato de as pessoas estarem usando regularmente significa que a comunidade de saúde pública precisa prestar atenção.

Ao mesmo tempo, as preocupações sobre os riscos associados ao uso da maconha despencaram. A pesquisa pergunta quanto as pessoas temem se machucar “fisicamente e de outras formas quando fumam maconha uma ou duas vezes por semana”. Em 2002, 50,4% dos adultos disseram que estariam sobre grande risco, mas o índice caiu para 33,3% em 2014.

Os pesquisadores descobriram ainda que as tendências de aumento no uso da droga e da redução nas preocupações para os danos começaram em 2007. Naquela época, 12 estados já haviam legalizado o uso para fins médicos.

Sobre a dependência, a pesquisa pergunta aos entrevistados se eles acham que fazem uso excessivo, ou se pretendem continuar com o uso apesar dos problemas. Os resultados mostram que as pessoas que relataram essas desordens continuaram estáveis, perto de 1,5%. E entre os usuários da droga, o percentual dos que percebem essas desordens caiu de 14,8% para 11%.



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