Cogumelos Mágicos no Tratamento de Estresse Pós-Traumático

Portas da Percepção

hempadao 27 dezembro, 2013

clip_image002A psilocibina, um dos principais alcaloide psicoativos produzidos em cogumelos alucinógenos, tem merecido grande atenção na comunidade científica atual, como tendo um grande potencial terapêutico. Um novo estudo da Universidade do Sul da Flórida/EUA descobriu que baixas doses de psilocibina atuam na reparação de danos cerebrais de origem traumática, notadamente no Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Segundo os dados obtidos no estudo, a psilocibina estimula o crescimento de novas células cerebrais, além de atuar eliminando memórias negativas. Em testes de laboratório, a psilocibina levou os ratos a responderem melhor a estímulos condicionados para situações de medo, fazendo com que os animais apagassem esse tipo de memória.

 

O Estresse Pós-Traumático é um transtorno que acomete muito mais pessoas do que se imagina em todo o mundo, sendo que sua origem mais comum é uma vivência extremamente negativa em uma determinada situação em um curto espaço de tempo. Somente nos Estados Unidos, estima-se que mais de 13 milhões de pessoas  sofram de PTSD, sigla em inglês para Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Veteranos de combate, das inúmeras guerras onde os EUA estiveram presentes, são um grupo de risco para desenvolver o transtorno, ao conviver com o trauma da guerra. São cerca de 18 suicídios por dia entre este grupo de risco, devido ao uso de medicamentos para tratar os sintomas do estresse pós-traumático.

Os sintomas não são apenas psicológicos e incluem a hiper- vigilância, a fragmentação da memória, flashbacks e pesadelos. Até então, tratava-se o problema mais superficialmente, apenas para mudar os processos de pensamento do paciente, mas sabe-se hoje que o problema pode de fato ser o resultado de mutações fisiológicas de longo prazo para o cérebro.

Os estudos com psilocibina na Universidade do Sul da Flórida revelaram aumento nas taxas de crescimento de novas células cerebrais saudáveis, bem como das regiões pré-frontal do córtex cerebral, as quais foram restauradas para a funcionalidade normal. Pesquisas como esta poderiam beneficiar milhões de pessoas se fossem menos burocráticas de serem desenvolvidas, uma vez que o medicamento em questão provém de uma substância proibida. Apesar de os pesquisadores afirmarem que as doses necessárias para os efeitos observados no estudo seriam muito baixas para causarem efeitos psicoativos. Se administrada na quantidade correta, a psilocibina poderia consistir no tratamento mais seguro para os transtornos pós-traumáticos, com um risco mínimo de efeitos secundários adversos. Os cogumelos mágicos poderiam ajudar milhões de pessoas a recuperar-se das crises de depressão ou outras respostas biológicas causadas por trauma extremo. No entanto, a psilocibina encontra-se listada hoje como uma droga perigosa de classe 1, sem benefícios médicos.

Enquanto ainda encontrarmos os velhos impecílios para realizar pesquisas como essa, estaremos caminhando em passos largos para trás na busca de novos medicamentos, mais modernos e com muito menos efeitos colaterais. Basta acompanhar as novas descobertas sobre cannabis medicinal, publicadas a todo momento nas revistas científicas. Por enquanto, os médicos estão autorizados a receitar poderosos fármacos, de efeitos colaterais tão ruins quanto os próprios sintomas da doença, muitas vezes sem muita convicção de que terão sucesso no tratamento.

Artigo de divulgação científica publicado pelo site altering-perspectives.com, que busca despertar as massas para a verdadeira realidade ao seu redor, através de um pensamento crítico, pesquisa independente e mente aberta.



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