Bate-papo com Ubirajara Ramos, autor do livro “Tá Todo o Mundo Enganado”

ConverSativa

hempadao 7 abril, 2015

Hoje o Conversativa tem a honra de receber o Ubirajara Ramos, autor do livro “Tá Todo Mundo Enganado!”, um apanhado histórico que remonta com clareza as origens da proibição da maconha e o equívoco global no tratamento da erva. Para ela, a maconha tá longe de ser a erva do diabo e muito mais perto de ser considerada o “Ouro Verde”, capaz de mudar nossa economia e, quem sabe, como diria Jack Herer, salvar o planeta! Leia, a entrevista e a excelente obra, dê sua moral, adquira já o livro:

1) Primeiramente, se apresenta para o público do Hempa: sua idade, sua formação e quando começou a pesquisar o assunto que rendeu o livro.

Cadu, antes de tudo, agradeço a prazerosa oportunidade de conversar com o HEMPADÃO. Meu nome é UBIRAJARA RAMOS, 65 anos, recifense, torcedor do SPORT, casado, sete filhos e, por enquanto, 11 netos. Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP, com Curso de Extensão em Auditoria Contábil pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, pesquisador independente, sou Auditor Fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco.

Nossa curiosidade sobre o assunto começou em agosto de 2002, quando numa reportagem de Denis Russo Burgierman, na Superinteressante, a maconha nos foi mostrada como remédio, matéria prima industrial e, ainda, como responsável pelas grandes navegações:

“Ou seja, a América foi descoberta graças à maconha. Irônico.”

A primeira coisa que me veio à cabeça: isso só pode ser papo de maconheiro! Mas algo me intrigava: e se tudo aquilo fosse verdade… Por que na escola, da alfabetização à universidade, nunca me falaram disso?

2) Quanto tempo levou de pesquisa e o que lhe chamou mais atenção nesse tempo?

No final de 2003, já tinha a ideia de escrever o livro. Contudo, quanto mais me aprofundava, constatava o quanto complexo e polêmico era o tema, que pouco a pouco ia conhecendo. Então, a partir de 2004, comecei a fazer contatos com ONG’s, órgãos, empresas e especialistas sobre a Cannabis, culminando com uma viagem por seis países europeus, inclusive Portugal e Holanda, em 2006. Daí em diante, o que era simples curiosidade, transformou-se num extenso trabalho de pesquisa, que deu origem ao livro “TÁ TODO O MUNDO ENGANADO!”, lançado em novembro de 2014.

Durante nossa pesquisa o que me chamou mais atenção foi perceber o quanto estava desinformado. E pior ainda, foi constatar que essa desinformação era generalizada. Não importava com quem conversasse: médicos, advogados, engenheiros, policiais ou professores; salvo raríssimas exceções, ninguém sabia de nada.

3) Qual foi sua maior influência para escrever o "Tá Todo Mundo Enganado"?

Sem sombra de dúvidas, nossa maior influência veio de JACK HERER, autor de “The Emperor Wears No Clothes” (O Rei Vai Nu, na versão portuguesa), que fez o mundo recordar de que a Cannabis é, em todas suas formas, desde sempre um dos recursos mais valiosos da humanidade. Daí, nossa homenagem póstuma.

4) Como tem sido a divulgação do livro e a recepção do público?

Embora a divulgação não venha sendo fácil, com o apoio da Editora Babecco, e de amigos, temos conseguido penetrar na mídia pernambucana e nas redes sociais. Se o JORNAL TERRA DA GENTE nos deu o título de livro mais polêmico de 2014, recente artigo/reportagem, da jornalista Ariadne Quintella, na página a10 (Opinião), do DIARIO DE PERNAMBUCO – o jornal mais antigo em circulação na América Latina -, para nós, soou como se fosse sua homologação. Ultimamente, temos feito palestras em algumas faculdades, quando da exibição do filme ILEGAL – A VIDA NÃO ESPERA. Quanto à recepção do público, para nossa surpresa, tem sido bastante elogiosa, considerando o livro, além de bastante informativo, de uma leitura fácil e gostosa. Para o juiz Gerivaldo Neiva, porta-voz da Law Enforcement Against Prohibition – LEAP BRASIl, “Trata-se de uma verdadeira enciclopédia sobre a maconha e a política de guerra às drogas.”.

5) Queria lhe agradecer pela edição autografada! O livro é muito didático. Até que ponto é possível simplificar essa gênese da proibição para uma pessoa comum, num bate-papo de bar? Não podem pensar que somos loucos se dissermos para um leigo que a maconha pode fazer milhares de produtos?

Quanto ao livro autografado, foi um prazer acrescentar um tijolinho na construção do brilhante trabalho que vem realizando o HEMPADÃO. Por outro lado, atualmente, acredito, está bem mais fácil falar da maconha num bate papo informal, numa mesa de bar. Para quebrar barreiras sugiro que comecem falando do aspecto medicinal que, indiscutivelmente, é a bola da vez. Depois, acrescente-se que, além do lado medicinal, a maconha tem um antiguíssimo uso industrial, onde tudo que pode ser feito com o petróleo, a madeira, o algodão e a soja, pode ser feito da maconha, que no uso industrial recebe o nome de cânhamo. A partir daí, pode-se tranquilamente pular para as razões da proibição, enfatizando que, assim como o petróleo é denominado de OURO NEGRO, a Cannabis é o nosso OURO VERDE! Ora, se alguém ainda duvidar, dê exemplos e peça para a pessoa procurar se informar.

6) Como foi a reação da sua família quando souberam que você iria lançar um livro sobre maconha?

Esta resposta fica melhor com as palavras do colega Robson Abreu, que fez a apresentação: “Ubirajara Ramos surpreendeu-nos a todos quando revelou que estava a estudar a Cannabis e sobre ela pretendia escrever um livro. No seu ciclo familiar e social mais próximo não consta usuários de drogas ilegais. Ele mesmo se fazia acompanhar por cigarros, jornais, cerveja e outros prazeres sensoriais. Mas nada da erva. Dona Iracy, sua mãe, já lhe asseverava: “Dói ver como você foi criado, e agora se presta a falar dessa erva maldita!”. Ou vaticinava: "Essa erva do Diabo! Você quer é ser preso!". Qual seria então a motivação para entregar-se com intensidade a escrever sobre tema tão polêmico?”.

7) Esse é o espaço para você mandar um recado especial para os leitores do Hempadão e, claro, divulgar como o pessoal faz para comprar e ter acesso a publicação!

Por fim, reitero o prazer que foi contatar com o Hempadão e seu seleto público, e gostaria de dizer o quanto me honra, Alfredo Dupetit-Bernardi ter concluído o prefácio de nosso livro assim: “Em cada país do mundo deveria ter um Ubirajara Ramos que escrevesse seu livro sobre a proibição do cânhamo. Assim, logo terminaria esta construção inumana mundial que já se desmorona.”. Editado na cidade de Olinda, Pernambuco, sem distribuidor nacional, nosso livro está à venda, com remessa para todo o Brasil, na Loja Virtual da Editora Babecco: Compre AQUI, ou no site de vendas Mercado Livre: AQUI.

Abração!



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