As drogas e a mídia

Chapa2

hempadao 24 outubro, 2017

por S. M. Hermes

O uso de drogas observado na sociedade desde os primórdios teve sua essência, sua origem e seu intuito questionado ao longo da história, variando seu status conforme determinada época e civilização, podendo ser tido como tabu ou não. Civilizações mais tribais, como por exemplo povos indígenas, faziam e ainda fazem uso de substâncias psicoativas com o intuito de uma conexão espiritual, buscando contato profundo com entidades que não estão presentes no plano físico.

Na sociedade contemporânea, o intuito dos indivíduos com o uso de determinada droga varia principalmente de acordo com a classe e o posicionamento social do mesmo. Drogas legais, como álcool e tabaco, geralmente são ingeridas com propósitos de interação social, porém às vezes desenvolve-se um vício pesado onde a pessoa busca na droga uma fuga de realidade, abusando do consumo da mesma.

Drogas ilegais, como maconha, cocaína e heroína, também têm o seu uso determinado de acordo com cada indivíduo em questão, às vezes podendo ser um vício abusivo, às vezes podendo ser algo corriqueiro, entretanto, independente da forma com que se dê o consumo, grande parte da sociedade classifica e considera-o como tabu.

Campo onde a mídia tem papel de destaque: na formação da opinião pública. Portanto, interagindo [a mídia] diretamente com o status atual das drogas na sociedade. Sendo assim, é possível perceber como diferentes veículos atuam e quais são suas intenções com determinados atos e publicações em seus respectivos canais.

Se fizermos um recorte de notícias entre uma mídia corporativa e uma mídia independente/alternativa, é possível perceber a diferenciação do tratamento dado a temas polêmicos — como o uso de drogas — por ambos tipos de meios de comunicação, que varia exatamente de acordo com essa classificação: corporativa e independente/alternativa.

As mídias corporativas geralmente apresentam posicionamentos menos liberais e mais reacionários em relação ao consumo e até mesmo a flexibilização das leis que tratam das drogas. Em conjunto com governos e até mesmo cientistas, são um dos principais responsáveis pela disseminação de informações incoerentes com a realidade e que têm como objetivo exagerar os riscos do uso das drogas, fazendo com que a sociedade dê aval à campanhas restritivas e de proibição.

Já as mídias independente/alternativas apresentam posicionamentos de caráter questionador, militando em prol da elucidação e conscientização dos indivíduos diante da questão do uso de drogas pela sociedade em geral. Buscando tornar possível o alavancar de um debate onde o foco seja o bem-estar coletivo, sempre visando as necessidades do TODO e nunca somente de um determinado grupo privilegiado pelo seu poder aquisitivo.



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