Adolfo acha que se Legalizar as Relações Sociais vão… perder a confiança?!

Contra Maconha

hempadao 12 junho, 2013

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Há quem não goste desse espaço, mas a verdade é que ele é mais do que necessário. Não podemos ficar dialogando só com nós mesmos. Toda semana na quarta-feira de manhã a gente abre espaço para quem é Contra Maconha. A intenção é debater educadamente e ouvir os contrapontos ao nosso discurso. Mas pera aí, é exigido um mínimo de lógica. Não dá pro cara dizer que com a legalização quem vai ganhar é traficante se a legalização faz com que exista um mercado legal da droga. Ou será que o liberal tem medo do traficante deixar de ser traficante e passar a ser comerciante?

Clique no leia mais para ver o vídeo e tirem suas próprias conclusões sobre os argumentos que fazem Adolfo Sachsida ser contrário ao que ele chama “liberação” das drogas. Ele acha que no Brasil as drogas proibidas dá mais confiança aos nossos contratos sociais?! Quer dizer que na Holanda ninguém confia em ninguém?! Caro vlogger, se “as drogas minam a base moral de uma sociedade”, acho que elas tem esse poder mesmo sendo proibidas. A verdade é que nem fumando muita maconha o nosso vlogueiro fica tão louco, com todo respeito, quando ele começa a argumentar sobre o uso de drogas na frente do filho, é demais, imperdível. E pra terminar ele confunde tudo, acha que ser liberal no sentido político da palavra tem a ver com liberar as drogas. Arghhh, e no final o sem neurônio sou eu. Vai no play:

 

 

O problemático desse tipo de conteúdo não está no veneno que o próprio destila, cheio de confusão retórica e busca desesperadas por novos argumentos, mas também no que ele reverbera na comunidade social online. Confusão social foi tamanha heurística que acabou sendo original, mas não faze sentido algum. O número de pessoas que usam drogas no mundo é um percentual ínfimo, incapaz de desorganizar a sociedade no geral, a menos em casos de drogas como álcool, em países como o Brasil, onde a impunidade de assassinos no volante segue solta enquanto jogadores de futebol e modelos gostosas ganham dinheiro nas melhores e mais bem produzidas propagandas da TV: as de cerveja.  Pior é que original também foi o comentário dos mais curtidos no vídeo do Adolfo, veja só que doidera, um discurso pela proibição social da droga:

Notem, alguém defendendo abertamente a discriminação contra usuários de drogas. Será que ele diz também sobre as drogas lícitas? Ou vai ver teve essa ideia enquanto degustava seu vinhozinho. Acho justo que pelo menos consigamos mobilizar 13 curtidas negativas nesse comentário para que esse absurdo saia do destaque. Se foram comentar, demonstrem a cordialidade que o debate carece. Quem sabe a gente não muda a opinião deles. Quem sabe um dia o Adolfo não perceba que usuários de drogas podem ser pessoas de confiança? Ou quem sabe ele não caia em si e descubra que o economista vencedor de Nobel, que ele cita no final do vídeo, tem uma visão muito mais ampla e argumentos muito mais sólidos do que estes no vídeo descritos, para defender a legalização não só da maconha, mas sim de todas as drogas? Eles torcem pelo fim das drogas, contra eles milênios de cultura. Nós torcemos pelo fim da proibição, ignorância de um século que nasceu racista e assim segue, como resquício nublado de nossas relações sociais já minadas.



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