“A política de drogas hoje é o típico remédio que faz mais mal do que a doença”, diz Mestre em Direito da UFBA

Aspilão

hempadao 26 março, 2015

A política de drogas hoje é o típico remédio que faz mais mal do que a doença. Não tenho dúvidas de que o abuso de drogas é um problema sério, mas a estratégia que o mundo utilizou para combater esse abuso, que é a proibição, causa ainda mais estragos. Você poderia ter vários níveis de controle, conforme a droga e a finalidade de uso. Um bom exemplo da discussão que está em andamento é o da maconha medicinal. O Brasil deu um passo tímido este ano, que foi liberar o canabidiol. Se você pensar bem, ele já estava permitido por todas as convenções internacionais que liberam o consumo terapêutico da droga, se tiver comprovada a utilidade. Sendo bem honesto, as convenções pensaram na morfina, nos derivados do ópio, mas se aplicam à maconha também. Aí cinquenta e tantos anos depois, a gente libera o canabidiol, que não é nem liberar a maconha medicinal, é menos que isso.

Daniel Nicory, defensor público, mestre em direito pela UFBA
no A Tarde



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