A execução de Rodrigo Gularte e a tolice da guerra às drogas

Hemportagem

hempadao 30 abril, 2015

Provavelmente você já leu a notícia da execução do brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, na Indonésia. Ele foi condenado à morte por tráfico de drogas, e a pena foi executada por um pelotão de fuzilamento essa semana.

Provavelmente você deve ter amigos elogiando e criticando a decisão. A nossa opinião você sabe: o Hempadão é radicalmente contra a pena de morte e contra a condenação de qualquer um que tente vender drogas para outro que queira comprar.

Enquanto Rodrigo Gularte era preso, provavelmente outros conseguiram passar pela polícia da Indonésia com uma quantidade incalculável de drogas. É assim na Indonésia, no Brasil, nos Estados Unidos e qualquer país do mundo. A guerra às drogas é um fracasso global.

É ingênuo ou cruel acreditar que uma medida punitiva (prisão ou pena de morte) será capaz de intimidar aquele que deseja lucrar com alguma droga ilícita. Ainda mais ingênuo é acreditar que a Indonésia é uma ilha de moralidade, onde os agentes públicos (policiais, juízes e governantes) são incorruptíveis.

Podemos afirmar com toda tranquilidade que muitos traficantes da indonésia já escaparam do fuzilamento com um pagamento de alguma propina para agentes da lei. A proibição das drogas só interessa a quem lucra com a proibição.

Legalmente o Brasil não tem pena de morte para usuários de drogas, mas o noticiário está cheio de histórias de mortes em confrontos envolvendo "polícia x traficantes". E na nossa terrinha, quando o morto é tratado como traficante, sua dignidade é jogada no lixo. Afinal, morreu mais um traficante e os tolos acham que assim o Brasil se torna um lugar mais seguro.



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