30 anos do acidente Nuclear de Chernobyl: Maconha e recuperação do Solo!

Chapa2

hempadao 26 abril, 2016

Exatamente há 30 anos atrás, nessa data, lá na Ucrânia, um reator nuclear explodiu e causou um dos maiores acidentes nucleares da história da humanidade. E você deve estar se perguntando, o que o Hempadão tem a ver com isso? Hoje vamos conhecer a história de como a maconha ajudou a recuperar o solo da região afetada pela radiação.

Cerca de 30km de terras no raio da explosão foi contaminado.  Desde 1998 o governo da Ucrânia juntamente com empresas processadoras e produtores locais se uniram para por em prática um projeto inovador: plantar cânhamo industrial para ajudar na remoção de contaminantes do solo próximo a Chernobyl.

A prática se chama “fitoextração” e a descoberta é que a cannabis pode ajudar diminuindo consideravelmente os níveis de chumbo, césio, urânio e estrôncio no solo e também é capaz de filtrar a água local.

Claro que outras plantas foram testadas com essa finalidade, mas segundo o cientista da Phytotech: “o cânhamo comprovou ser a melhor das plantas fitoterápicas que fomos capazes de encontrar”, disse em entrevista na primavera de 1999. O milho e o girassol foram testados anteriormente, mas não com o mesmo sucesso.

Várias reportagens abordaram os impactos no solo e na fauna local. É interessante observar que nenhuma delas fala sobre a utilização da maconha nesse processo de “limpeza” da região que até hoje segue abandonada. O que pode fazer alguém vir a duvidar se  a erva tem mesmo esse poder todo ou não foi invenção de algum doidão: “sim, a erva antiradiotiva, cara…”, prometendo aos amigos da roda.

Mas em 2012 um estudo romeno pesquisou a influência do solo carregado em metais e descobriu que diversas variedades de cânhamo cultivadas na região tinham sido contaminadas e afetadas pela radiação. Linhagens de cânhamo chinesas também foram avaliadas e a descoberta foi que a planta da maconha tem a capacidade, por exemplo, de absorver grande quantidade de cádmio (material usado para pilhas e baterias) do solo sem que isso afete a saúde da planta.

Até hoje, 30 anos após a tragédia, poucas pessoas sabem que houve política pública utilizando a erva como remédio, redução de danos, ao meio ambiente. Acontece que nos idos de 1975 já se falava sobre isso e há um estudo publicado no Agronomy Jounal da época que descreve características do solo influenciando a absorção e perfil final dos canabinóides.

Esperamos todos que uma tragédia nuclear nãó seja necessária para que só assim o povo daqui perceber o benefício de ser cultivar a erva. A maconha ajuda contra a radiação e o Hempa, enquanto isso, explana informação. Pois nem mesmo na famigerada Wikipedia do Acidente a erva é mencionada, como pode?!

A título de curiosidade: Há alguns anos um doidão utilizou drone para fazer imagens incríveis do local que hoje é como uma cidade fantasma, veja só:

E você sabe como é o Tio Sam, né? Não importa se é tragédia, eles convertem em produto, comércio, marca. Então eis que surgiu uma maconha potente, capaz de elevar a onda à níveis nucleares (pelo menos essa é a propaganda). Uma híbrida que chegou a ganhar prêmio na Cannabis Cup de 2010. Sim… a maconha… Chernobyl:



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